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A Corte de Apelações para o Circuito Federal dos Estados Unidos determinou nesta terça-feira (27) que o Google utilizou indevidamente o código Java ao desenvolver o sistema operacional Android, dando a vitória no caso à Oracle, que entrou em 2010 com uma ação milionária por violação de direitos autorais.

"A opinião do Circuito Federal defende os princípios fundamentais da lei de direitos autorais e deixa claro que o Google a violou. Esta decisão protege os criadores e consumidores do abuso ilegítimo dos seus direitos", disse o vice-presidente da Oracle, Dorian Daley, em uma declaração divulgada pela empresa.

A Oracle entrou em 2011 com uma ação de US$ 9 bilhões contra o Google, acusando a empresa de ter desenvolvido o sistema operacional Android utilizando partes da linguagem Java, criado pela Sun Microsystems, comprada pela Oracle um ano antes, em 2010.

Letreiro da sede do Google em Cambridge, Massachusetts (EUA), em junho de 2017 (Foto: REUTERS/Brian Snyder/File Photo) Letreiro da sede do Google em Cambridge, Massachusetts (EUA), em junho de 2017 (Foto: REUTERS/Brian Snyder/File Photo)

Letreiro da sede do Google em Cambridge, Massachusetts (EUA), em junho de 2017 (Foto: REUTERS/Brian Snyder/File Photo)

O caso foi a julgamento em duas oportunidades desde então. Hoje, a Corte de Apelações reverteu o veredito dado por um júri, em 2016, que considerou "justo" o uso do Java por parte do Google.

Segundo o site especializado "Ars Technica", que teve acesso à decisão judicial, o processo agora volta para San Francisco, para que um juiz da Califórnia determine quanto o Google deverá pagar.

Um porta-voz do Google disse que a empresa está "decepcionada" com a reversão da decisão do júri e que analisará medidas a tomar.

"Esse tipo de decisão fará os aplicativos e os serviços on-line mais caros para os usuários", afirmou o porta-voz.

A Oracle afirmou no processo que o Google copiou interfaces de programação do Java (API), cerca de 11 mil linhas de código, para desenvolver o Android, sistema operacional utilizado pela maioria dos dispositivos móveis do mundo.

Segundo o "The Wall Street Journal", a decisão terá consequências no desenvolvimento de software de startups, que podem ser mais processadas pelo uso não autorizado de APIs.

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Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, em conferência, no mesmo dia em que foi testemunha em processo por suposto roubo de tecnologia. (Foto: Stephen Lam/Reuters) Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, em conferência, no mesmo dia em que foi testemunha em processo por suposto roubo de tecnologia. (Foto: Stephen Lam/Reuters)

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, em conferência, no mesmo dia em que foi testemunha em processo por suposto roubo de tecnologia. (Foto: Stephen Lam/Reuters)

O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, considerou "simplistas" as críticas feitas pelo presidente da Apple, Tim Cook, após o polêmico caso de vazamento de dados de milhões de usuários da rede social por uma empresa de consultoria em marketing, segundo uma entrevista divulgada pelo portal "Vox".

Cook criticou a estratégia do Facebook para ganhar dinheiro com a informação dos usuários em um evento organizado por "Recode" e "MSNBC" na quarta-feira passada e afirmou que a Apple poderia conseguir "muito dinheiro" se o cliente fosse seu "produto", o que a empresa "escolheu" não fazer.

Perguntado sobre o que faria se estivesse na pele do presidente do Facebook, que está sendo investigado pelo acesso da Cambridge Analytica à informação de 50 milhões de usuários em 2015, Cook respondeu: "Não estaria na sua situação".

Zuckerberg argumentou em podcast divulgado nesta segunda-feira (2) que ao "construir um serviço para ajudar a conectar todo o mundo, há muita gente que não pode se permitir pagar".

"Ter um modelo respaldado pela publicidade é o único modelo racional que pode sustentar a construção deste serviço para que chegue ao povo", acrescentou.

Tim Cook, CEO da Apple, durante conferência na Califórnia (Foto: REUTERS/Stephen Lam) Tim Cook, CEO da Apple, durante conferência na Califórnia (Foto: REUTERS/Stephen Lam)

Tim Cook, CEO da Apple, durante conferência na Califórnia (Foto: REUTERS/Stephen Lam)

O cofundador do Facebook disse considerar as críticas de Cook "simplistas": "Acho que esse argumento não se sustenta, e de forma alguma nos importa, é extremamente simplista e nada alinhado com a verdade".

"Se você quer construir um serviço que não sirva só aos ricos, então necessita ter algo no qual as pessoas possam se permitir", insistiu Zuckerberg, ao citar Jeff Bezos, CEO da Amazon, que ao lançar os leitores Kindle distinguiu empresas que "trabalham duro para cobrar mais" e outras que buscam cobrar menos.

"Não acho que isso signifique que as pessoas não importam para nós. Pelo contrário, acho que é importante não ter síndrome de Estocolmo e deixar que as empresas que trabalham duro para cobrar mais te convençam que realmente se importam mais com você, porque isso soa ridículo para mim", analisou.

O Facebook, cujo serviço é gratuito para os usuários, mas utiliza publicidade baseada nos dados coletados, está sendo investigado pelas autoridades americanas e britânicas após as revelações sobre a Cambridge Analytica e se encontra no meio de um amplo debate sobre o alcance da privacidade na internet.

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Vídeo mostra momento em que mulher fica visível em frente ao carro (Foto: Tempe Police Department/Handout via REUTERS) Vídeo mostra momento em que mulher fica visível em frente ao carro (Foto: Tempe Police Department/Handout via REUTERS)

Vídeo mostra momento em que mulher fica visível em frente ao carro (Foto: Tempe Police Department/Handout via REUTERS)

A família da mulher que morreu atropelada por um carro autônomo da Uber no Arizona (EUA) fechou um acordo com a empresa de transportes, encerrando uma potencial batalha jurídica em torno da primeira fatalidade causada por veículos autônomos.

Cristina Perez Hesano, advogada do escritório Bellah Perez em Glendale, Arizona, disse que "o assunto foi resolvido" entre o Uber e a filha e o marido de Elaine Herzberg, que morreu após ser atropelada por um veículo autônomo do Uber neste mês.

Os termos do acordo não foram divulgados. A empresa de advocacia que representa a filha e o marido de Herzberg, que não tiveram seus nomes divulgados, disse que não tinha nada a acrescentar e que considerava o assunto resolvido.

Um porta-voz do Uber se recusou a comentar.

VÍDEO: veja como foi o acidente

Carro autônomo do Uber atropela e mata uma mulher

Carro autônomo do Uber atropela e mata uma mulher

O acidente pode levar a estagnação do desenvolvimento e teste de veículos autônomos, projetados para eventualmente apresentar desempenho melhor do que o de motoristas humanos e reduzir fortemente o número de fatalidades que acontecem a cada ano.

O Uber suspendeu seus testes após o acidente.

A Toyota Motor e a fabricante de chip Nvidia também suspenderam os testes de veículos autônomos em vias públicas, enquanto essas e outras empresas aguardam os resultados de uma investigação sobre o acidente em Tempe, o que acredita-se ser a primeira morte de um pedestre atropelado por um veículo autônomo.

O Uber não usa plataforma de direção autônoma da Nvidia, disse o presidente-executivo da fabricante de chip, Jensen Huang, na quarta-feira.

A fatalidade de 18 de março, perto do centro de Tempe, também representa um desafio de responsabilidade sem precedentes porque veículos autônomos ainda estão em estágio inicial, envolvem um sistema complexo de hardware e software frequentemente feitos por fornecedores terceiros.

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As ações da plataforma chinesa de streaming iQiyi caíram na estreia na bolsa nesta quinta-feira (29), mesmo com o setor de tecnologia se recuperando de forte queda nesta quinta-feira.

A empresa, controlada pela também chinesa Baidu, abriu a 18,20 dólares, pouco acima do preço de 18 dólares, mas a ação rapidamente reduziu os ganhos.

O IPO da plataforma de vídeo similar à Netflix foi precificado no meio da estimativa de 17 a 19 dólares por ação, gerando uma operação de 2,25 bilhões de dólares.

O presidente-executivo da empresa, Gong Yu, desconsiderou qualquer preocupação com as flutuações no preço das ações.

"Não estamos preocupados com a volatilidade de curto prazo", disse Gong em entrevista na Nasdaq. "A longo prazo, veremos o valor criado pelo IPO."

Os principais índices de ações dos EUA subiram mais de 1 por cento, antes do final de semana do feriado da sexta-feira santa, que marcará o fim de um turbulento trimestre para Wall Street.

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Falcon 9, foguete da SpaceX, durante decolagem. (Foto: Divulgação/SpaceX) Falcon 9, foguete da SpaceX, durante decolagem. (Foto: Divulgação/SpaceX)

Falcon 9, foguete da SpaceX, durante decolagem. (Foto: Divulgação/SpaceX)

O principal regulador de telecomunicações dos Estados Unidos deu nesta sexta-feira (30) uma aprovação formal ao plano de Elon Musk, da SpaceX, de construir uma rede global de internet de alta velocidade usando satélites.

"Esta é a primeira aprovação de uma constelação de satélites licenciados pelos EUA para fornecer serviços de alta velocidade usando uma nova geração de tecnologias de satélites de órbita baixa", disse a Comissão Federal de Comunicações em um comunicado.

O sistema proposto pela empresa privada SpaceX, como a Space Exploration Holdings é conhecida, usará 4.425 satélites, disse a FCC.

O chair da FCC, Ajit Pai, disse em fevereiro que apoiava o esforço da SpaceX, dizendo: "Tecnologia de satélites pode ajudar a alcançar americanos que vivem em áreas rurais e difíceis de atingir por cabos de fibra ótica e torres de celular."

A Administração Federal de Aviação disse na quarta-feira que a SpaceX planeja lançar um foguete Falcon 9 no dia 2 de abril do Cabo Canaveral, na Flórida. "O foguete vai levar um satélite de comunicação", disse a FAA.

A FCC disse que a SpaceX foi autorizada a usar frequências nas bandas Ka ((20/30 GHz) e Ku (11/14 GHz).

Musk, que também é fundador e principal executivo da montadora Tesla, disse em 2015 que a SpaceX planeja lançar um negócio de internet por satélite que ajudaria a custear uma futura cidade em Marte.

A SpaceX quer criar um "sistema global de comunicações" que Musk comparou a "recriar a internet no espaço". Seria mais rápida que as conexões tradicionais de internet", disse ele.

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Um comunicado interno do Facebook veio à publico inadvertidamente e causou contrangimento para a rede social. O documento afirma ser uma "verdade inconveniente" que tudo que a empresa fez para crescer foi justificado.

O memorando escrito em 18 de junho de 2016 pel executivo Andrew Bosworth e revelado pelo site Buzzfeed afirma que isso se aplicaria mesmo a situações em que pessoas poderiam morrer como resultado de bullying ou terrorismo.

Tanto seu autor quanto o presidente da companhia, Mark Zuckerberg, negaram de fato crer nisso, mas o vazamento pode minar os esforços do Facebook para conter outro escândalo.

O Facebook está sob intenso escrutínio público desde que reconheceu ter recebido relatórios de que uma consultoria política, a Cambridge Analytica, não havia destruído os dados coletados de cerca de 50 milhões de usuários há alguns anos.

'Verdade inconveniente'

No memorando, Boswroth escreveu:

"É um fato que nós conectamos mais pessoas. Isso pode ser ruim se usuários transformarem o conteúdo em algo com efeito negativo. Talvez custe uma vida ao expor alguém a bullying. Talvez alguém morra em um ataque terrorista coordenado com nossas ferramentas.

E, ainda assim, nós seguimos conectando pessoas. A verdade incoveniente é que acreditamos tanto em conectar pessoas que qualquer coisa que nos permita conectar mais pessoas é tida como algo positivo em si. É talvez a única área em que as métricas contam a verdadeira história até onde sabemos.

[...]

É por isso que todo o trabalho que fazemos para crescer é justificado. Todas as práticas questionáveis para obter contatos. Toda a linguagem sutil que ajuda a fazer com que as pessoas apareçam nos resultados de buscas de amigos. Todo o trabalho que temos para gerar mais comunicação. Todo o trabalho que teremos que fazer na China um dia. Tudo isso."

Provocação

O presidente do Facebook disse nunca ter defendido que os fins justificam os meios  (Foto: Stephen Lam/Reuters) O presidente do Facebook disse nunca ter defendido que os fins justificam os meios  (Foto: Stephen Lam/Reuters)

O presidente do Facebook disse nunca ter defendido que os fins justificam os meios (Foto: Stephen Lam/Reuters)

Bosworth, que foi um dos inventores do o feed de notícias do Facebook, ocupou cargos de alto escalão na empresa desde 2006 e está atualmente à frente de seu esforços em realidade virtual.

O executivo tuitou que "não concordava" com o teor do texto quando o compartilhou, mas que o enviou para os funcionários da empresa para "fazer uma provocação".

"Debater assuntos difíceis como esse é uma parte crítica de nosso processo, e, para fazer isso de forma eficiente, temos de ser capazes de levar em conta até mesmo as ideias ruins", disse ele.

Zuckerberg fez uma declaração sobre o assunto: "Boz é um líder talentoso que diz muitas coisas provocadoras. Esse foi um caso em que a maioria das pessoas, inclusive eu, discordamos veementemente. Nunca acreditamos que os fins justificam os meios".

Uma reportagem do site The Verge revelou que dezenas de funcionários do Facebook usaram ferramentas de comunicação internas para expressar preocupação de que esse material poderia ter sido vazado para a imprensa.

Práticas questionáveis

Rory Cellan-Jones, repórter de tecnologia da BBC News, afirma que o que mais chamou sua atenção no memorando foi a frase sobre "todas as práticas questionáveis para obter contatos".

"Quando baixei meus dados do Facebook, fiquei assustado com a quantidade de números de telefone dos meus contatos que estavam ali. Mas a atitude da empresa fazia parecer que isso era normal e que cabia aos usuários desativar essa função se não gostassem disso", escreveu o jornalista.

Em reação à polêmica, Facebook anunciou mudanças em suas políticas e práticas  (Foto: Dado Ruvic/Reuters) Em reação à polêmica, Facebook anunciou mudanças em suas políticas e práticas  (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

Em reação à polêmica, Facebook anunciou mudanças em suas políticas e práticas (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

"O que sabemos é que, em 2016, um executivo sênior pensou que esse tipo de coleta de dados era questionável. Então, porque só agora a companhia está debatendo esta e outras práticas duvidosas. Até agora, não houve muitos vazamentos do Facebook. Talvez teremos em breve mais informações de pessoas de dentro da empresa conforme esse negócio ainda em sua adolescência tenda a crescer e lidar com sua verdadeira natureza."

O vazamento ocorre em um momento em que o Facebook busca reagir às preocupações do público e de investidores com a forma como a rede social é administrada. Suas ações caíram 14% desde que o escândalo da Cambridge Analytica começou, e diversos nomes de peso no mundo começaram a fazer campanha para que as pessoas saim da rede social.

Mudanças

A companhia anunciou na última quinta-feira que começou a fazer a checagem de fotos e vídeos publicados na França e que expandirá essa prática para outros países em breve.

Também divulgou ter desenvolvido uma nova ferramenta para investigar perfis falsos e conter atividades que possam ser danosas a processos eleitorais. A rede diz também ter iniciado a construção de um arquivo público que possibilitará que jornalistas e outras pessoas investiguem propaganda política publicada em sua plataforma.

A rede social já havia anunciado uma mudança em suas configurações de privacidade e dito que restringiria o volume de dados que troca com outros negócios que coletam informações para anunciantes.

A mais recente controvérsia deve dar no entanto ainda mais munição aos críticos do Facebook.

A emissora televisiva americana CNN disse nesta semana que Zuckerberg decidiu testemunhar perante o Congresso americano "daqui a algumas semanas" após se recusar a fazer o mesmo no Parlamento britânico. No entanto, a BBC não conseguiu confirmar se ele de fato deporá em Washington.

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Estátuas do Android, na sede do Google, em Mountain View (Califórnia).  (Foto: Helton Simões Gomes/G1) Estátuas do Android, na sede do Google, em Mountain View (Califórnia).  (Foto: Helton Simões Gomes/G1)

Estátuas do Android, na sede do Google, em Mountain View (Califórnia). (Foto: Helton Simões Gomes/G1)

Hiroshi Lockheimer lembra que há dez anos acreditava que o celular já fazia mais do que o necessário. “Ele já fazia telefones, enviava mensagens e podia navegar na internet. Do que mais você precisaria?”, pergunta ao G1 o executivo do Google responsável pelo Android. Uma década após o sistema operacional surgir para dominar o mundo dos celulares, ele ainda não sabe o que mais um smartphone poderia fazer.

Por outro lado, Lockheimer diz em entrevista exclusiva ao G1 que a plataforma nascida para ser o cérebro de celulares, mas já passou por tablets, chegou a relógios, TVs, carros está dando um próximo passo: desembarcando em equipamentos conectados, como câmeras de segurança e até parquímetros.

“Eu nem consigo imaginar que tipo de aplicação não convencional as pessoas vão fazer com ele.”

O líder de plataformas do Google também falou sobre as várias estratégias da empresa ao criar diversas versões do Android para smartphones com diferentes graus de capacidade.

Depois da saída do brasileiro Hugo Barra e de Andy Rubin do Google, Lockheimer se tornou o único remanescente do trio que liderava o Android em 2008 na empresa. Para ele, a companhia tem responsabilidade de tornar seus produtos mais fáceis de serem usados em quaisquer celulares. Para muitas das 2 bilhões de pessoas em todo o mundo que usam smartphones com o sistema, diz ele, o celular é o único ponto de contato com a internet.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida por Lockheimer durante o Mobile World Congress (MWC) em Barcelona, na Espanha.

Você sabe quantas pessoas usam as plataformas sob sua gerência?

Nós temos alguma ideia. Para o Android, são 2 bilhões usando todos os meses.

Como você consegue dormir sabendo que se você mudar qualquer botão poderá deixar muita gente brava?

[risos] É uma responsabilidade, mas a boa notícia é que temos um time de pessoas que está fazendo isso já há muito tempo e tem muita experiência nisso.

Vemos sistemas operacionais ganhando cada vez mais capacidade, o que pede processador e bateria mais potentes. Mas agora chegam ao mercado os primeiros smartphones com Android Go, uma versão mais compacta do Android. Por que dar esse passo atrás?

Esse ano é o décimo do Android. Nesse período muita coisa mudou. Nosso primeiro aparelho foi um da HTC, de 2008. Naquela época, era um celular de ponta, mas hoje seria só um dispositivo de entrada. Ao chegarmos a 2 bilhões de pessoas, sinto que nossa responsabilidade é que a primeira vez de muitas delas na internet é usando um celular. E a experiência tem que ser incrível, porque muitos desses dois bilhões usam celulares simples. E nós achávamos que poderíamos melhorar o sistema operacional, fazer aplicações mais suaves e os games mais divertidos.

Por outro lado, vocês têm o Android One...

O Android é uma combinação de muitas estratégias. Para cada mercado, país, segmento de preço e fabricantes, temos nossas próprias estratégias e melhores jeitos de chegar aos consumidores.

Com o Android One, queremos garantir que os consumidores que ligam mais para atualizações, segurança, e para a experiência do Google, saibam quais aparelhos comprar.

Hiroshi Lockheimer, líder de plataformas do Google. (Foto: Divulgação/Google) Hiroshi Lockheimer, líder de plataformas do Google. (Foto: Divulgação/Google)

Hiroshi Lockheimer, líder de plataformas do Google. (Foto: Divulgação/Google)

O Android já tem ferramentas multitarefas, de realidade aumentada e realidade virtual. Dá para incluir algum outro recurso?

Eu acho que sim, acho que sim.

E qual seria?

Sabe, se você tivesse me perguntado há dez anos qual seria o próximo recurso, eu não saberia. Naquela época, ele já fazia telefonemas, enviava mensagens e podia navegar na internet. Do que mais você precisaria? Mas, Uau, notamos que com o GPS você poderia adicionar o Google Street View e, se colocasse LTE [a tecnologia do 4G], o celular ficaria mais rápido. Todas essas coisas aconteceram sem que pudéssemos prever. É isso que faz a coisa divertida.

A gente falou das plataformas que você gerencia, mas o que você acha do assistente Google?

Eu acho que o Assistente Google já é, em muitos sentidos, uma plataforma. Ignore quem o gerencia. Antes de tudo, ele se conecta a outros serviços, o que, por definição, já faz dele uma plataforma. Nos EUA, por exemplo, você pode pedir pizza, checar o clima, pedir um táxi. Os desenvolvedores podem ainda se conectar a ele, que também roda em muitos dispositivos, não apenas no [alto-falante Google] Home, mas em smartphones, caixas de som e até em telas inteligentes.

O Assistente Google começou dentro do allo, mas depois de algum se tornou uma plataforma independente e presente em muitos lugares. Quanto tempo vai levar para ele canibalizar o Android?

Eu não sei, mas não penso nisso agora. Eu sinto que o Assistente é uma plataforma popular e bem sucedida, assim como o Android. Eu acho possível múltiplas plataformas coexistirem e trabalharem juntas, porque elas também servem a propósitos diferentes e atendem a diferentes necessidades.

Ao conectar serviços, à exemplo de YouTube e Maps, o Google Assistente funciona como pontes que ligam cidades. Mas, à medida que cresce ao redor dessas ferramentas, ele não pode vir a ficar muito maior do que essas "cidades" e acabar engolindo tudo?

Pode ser. Nos celulares, as aplicações são um exemplo dentro do Android do que você chamou de cidades, que são conectadas por essas pontes que cruzam tudo. Para mim, é o mesmo conceito.

O Assistente também precisa de alguns tipos de plataformas sobre as quais rodar. Ele, por si só, também precisa de um sistema operacional. Para mim, essas coisas não entram em conflito. Elas podem ser construídas umas sobre as outras e ajudar umas às outras.

O Android já está em celulares, tablets, carros, relógios e TVs. Onde mais falta o Google colocar o Android?

Há relógios, TVs, carros, e mais recentemente os dispositivos de Internet das Coisas. Esses são novos. O Android Things é a verão para diferentes tipos de aparelhos. Um exemplo é o que a gente mostrou na CES: as telas inteligentes rodam com Android Things dentro, mas com o Google Assistente em cima. Eu acho que vamos ver cada vez mais aparelhos assim. E o interessante é que os consumidores não precisam saber que tem um Android lá dentro, é um detalhe técnico.

Android Nougat é o nome do novo sistema operacional do Google. (Foto: Divulgação/Google) Android Nougat é o nome do novo sistema operacional do Google. (Foto: Divulgação/Google)

Android Nougat é o nome do novo sistema operacional do Google. (Foto: Divulgação/Google)

Vocês pensam em transformar o Android em uma plataforma que rivalize com gigantes da indústria em Internet das Coisas?

Nós não decidimos isso e, sim, os fabricantes. Eu vou te dar outro exemplo. Se companhias que fazem parquímetros em cidades de todo mundo optarem por usar Android Things, ok. Ninguém anunciou nada ainda, mas estamos conversando com muitos países e diferentes indústrias, como fabricantes de máquinas industriais e, obviamente, com fabricantes de dispositivos de consumos, como essas telas inteligentes, roteadores e câmeras de segurança. Há vários usos.

A razão para gostarem é porque os desenvolvedores já conhecem o Android, o que torna mais fácil usar o Android Things. Isso ajuda empresas a reduzir os custos, porque não precisam treinar esses profissionais.

O outro ponto é que disponibilizamos no Android Things tecnologias que podem ser úteis. Em câmeras de segurança, por exemplo, não é preciso saber que roda Android, mas ela tem “aprendizado de máquina”, visão computacional e tecnologias na nuvem do Google. É por isso que ele está se espalhando.

A abrangência do Android também chamou a atenção de legisladores. A União Europeia abriu uma investigação contra o Google pela suspeita de que a empresa usa o Android para abusa de seu domínio nos celulares para impulsionar muitos de seus serviços e, com isso, minar a competição de outros rivais.

Como você sabe, a investigação já está ocorrendo há algum tempo e ainda está em curso.

Mas a UE determinou recentemente que a investigação seja oficializada.

Mas ainda está em curso. Nós respeitamos a Comissão Europeia, respeitamos o processo deles. E seja lá quais perguntas façam, vamos respondê-las. Esse é o processo para o Android. Mas eu vou dizer, e esse é o ponto que apresentamos a eles, que sentimos que geramos muita inovação e muita competição.

Falando desse contexto europeu, há muitas companhias europeias que nós possibilitamos que criassem seus negócios, criassem empregos, criassem tecnologias e inovação, baseadas no Android. Nós permitimos a criação de parquímetros, sistemas de interatividade, smartphones. E todas essas coisas ajudaram a criar empregos. E competição também, porque muitas empresas passaram a competir nessas áreas. Sentimentos fortemente que o Android ajudou. E essa é basicamente a conversa que estamos tendo com a Comissão.

No passado, os celulares só faziam ligações, mas, hoje, fazem uma conecção com o mundo. Só que cada vez mais todo tipo de dispositivo está ficando conectado e respondendo a comandos de voz. Nesse contexto, qual o futuro do celular? Ele ainda vai existir no futuro?

Eu não sei, mas acho uma boa pergunta. As pessoas costumam me fazer a pergunta inversa, se talvez no futuro não vai haver mais TV ou controle remoto, já que você faz tudo com o celular. Eu também não acredito nisso, porque, como dispositivo, a TV é ótima. Às vezes você só quer sentar no sofá e assistir em uma tela grande. Múltiplos dispositivos podem coexistir.

A mágica dos celulares é que eles são pequenos e você pode carregá-los no bolso. E o que faz dele único é ter boa bateria, sistema operacional e conectar à internet. Imagine isso indo embora. Mas acho que o formato vai mudar, assim como o tamanho e a tecnologia. Teremos baterias com vidas úteis maiores. Se hoje elas duram um ou dois dias, no futuro, eu espero que cheguem a uma semana, um mês. Eles serão dobráveis também. Dez anos atrás, se alguém me falasse que haveria telefones curvos, eu acharia que isso é loucura ou impossível.

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Orkut Büyükkökten deixou o Google em 2014 para criar sua nova rede social, a Hello. (Foto: BBC) Orkut Büyükkökten deixou o Google em 2014 para criar sua nova rede social, a Hello. (Foto: BBC)

Orkut Büyükkökten deixou o Google em 2014 para criar sua nova rede social, a Hello. (Foto: BBC)

Vale do Silício, temos um problema. Algumas das principais empresas de internet têm enfrentado transtornos nos últimos meses por causa da disseminação de informações falsas e o mau uso dos dados de seus usuários.

O WhatsApp foi acusado na Índia de ajudar a fomentar uma onda de linchamentos por causa de mentiras compartilhadas pela ferramenta. O Google anunciou mudanças em seus algoritmos para que notícias falsas não tenham mais destaque em suas buscas. E o presidente do Twitter veio a público pedir ajuda para solucionar problemas criados por "abusos, assédio, trolls e a manipulação por robôs e humanos". Mas nenhuma companhia está passando por uma crise tão grave quanto o Facebook.

A rede social perdeu US$ 100 bilhões (R$ 330 bilhões) em valor de mercado desde o início de fevereiro e está sendo investigada pela suposta influência que informações e perfis falsos na rede social tiveram sobre a eleição americana e a votação da saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, com duras críticas pela forma como os dados de milhões de usuários foram coletados e usados pela consultoria política Cambridge Analytica.

Diante da dimensão que a crise das campanhas de desinformação vem tomando, Orkut Büyükkökten, criador de uma das redes sociais de maior sucesso, defende que "perfis e notícias falsas deveriam ser banidos". "Estamos chegando a um ponto em que não acreditamos em mais nada do que lemos", diz o engenheiro turco em entrevista à BBC Brasil.

"Na vida real, se você descobre que seu amigo mente o tempo todo, você vai querer continuar com essa amizade? Se você sabe que seu namorado está te traindo, você vai terminar o relacionamento. O mesmo vale para a internet. Não deveria ser permitido que alguém publique conteúdo falso e minta constantemente."

'Estamos criando uma geração infeliz'

Ele fala com a propriedade de quem criou o site que apresentou aos brasileiros o conceito de rede social. Nos dez anos em que o Orkut ficou no ar (2004 a 2014), o site chegou a ter 300 milhões de usuários em todo o mundo, grande parte deles no Brasil e na Índia.

Logo do Facebook impresso em 3D. (Foto: Dado Ruvic/Reuters) Logo do Facebook impresso em 3D. (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

Logo do Facebook impresso em 3D. (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

Desde 2016, ele está à frente de uma nova empreitada, a rede social Hello, que ele diz ser uma "continuação da jornada" que teve início com o Orkut. O empresário avalia que sua primeira rede social acabou não resistindo a mudanças neste mercado.

"Ela foi a primeira experiência social de muita gente, mas o acesso antes era principalmente pelo computador e, hoje, as novas gerações são multitarefa e fazem tudo pelo celular. O Orkut não foi ao encontro dessas necessidades", diz.

Ele acredita estar fazendo isso com a Hello, que existe somente como um aplicativo por celular. Nestes dois anos, está disponível em 12 países, foi baixado mais de 1 milhão de vezes no mundo e tem a maioria dos seus usuários no Brasil - a empresa não divulga o número total.

Além disso, o empresário crê que sua nova rede social, ao reunir os usuários em torno de interesses e comunidades sobre assuntos em comum, está criando um ambiente mais positivo. "As redes sociais estão sendo mal usadas e não é só na política", diz.

"Estamos criando uma geração infeliz e insegura, que tem problemas de imagem corporal, depressão, ansiedade. O bullying e o assédio online estão levando pessoas ao suicídio."

Equilíbrio

Quanto à disseminação de informações falsas, Orkut defende que as redes sociais devem se esforçar mais para checar fatos e priorizar fontes de informação "de peso". Para isso, devem buscar um meio termo entre a tecnologia e os esforços humanos.

"Antes, confiávamos nos jornais e revistas, porque eles faziam pesquisas antes de publicar alguma coisa. Mas checar fatos leva tempo", diz Orkut, que conta usar Facebook, Instagram, WhatsApp e outras redes sociais para ver o que falta nestes serviços e descobrir como tornar o seu melhor.

"Hoje, as notícias acontecem tão rápido que o que a decisão sobre o que é exibido para os usuários de rede social é feita de forma automatizada, com base em algoritmos e inteligência artificial. Não há pessoas de verdade checando, e isso faz com que o público seja exposto a notícias falsas. É preciso um equilíbrio."

Ele acredita que a Hello ajuda a lidar com essa questão com um sistema de reputação acumulada pelo usuário com base nas interações positivas e negativas com os outros membros da rede social.

Orkut explica ainda que o site tem funcionários para moderar conteúdo. Todos os posts são públicos, e os líderes das comunidades do site podem sinalizar um conteúdo que consideram irrelevante ou falso, o que impediria que ele se espalhasse sem controle.

"Garantir que uma publicação seja vista por pessoas com formações e opiniões diferentes dificulta esse efeito que chamamos de 'câmara de eco'."

Impacto na eleição

Quando questionado sobre o escândalo da Cambridge Analytica, ele diz preferir não comentar especificamente sobre a forma como o Facebook usa os dados de seus usuários. "Empresas têm políticas sobre isso, e, neste caso, essas políticas não foram respeitadas", afirma.

"Mas, se informações assim são repassadas a um terceiro, é de se esperar que quem as compartilha tenha a obrigação moral de monitorar e garantir que elas sejam usadas da forma correta. Uma boa solução seria impedir que empresas compartilhem dados sem o consentimento explícito do usuário."

Escritórios da Cambridge Analytica, no centro de Londres, em imagem de arquivo  (Foto: Kirsty O'Connor/PA via AP) Escritórios da Cambridge Analytica, no centro de Londres, em imagem de arquivo  (Foto: Kirsty O'Connor/PA via AP)

Escritórios da Cambridge Analytica, no centro de Londres, em imagem de arquivo (Foto: Kirsty O'Connor/PA via AP)

Orkut explica que sua rede social não usa algoritmos para monitorar e identificar os hábitos e preferências de seus usuários. "Pedimos diretamente que os usuários nos digam quais são seus interesses."

Ele esclarece também que a Hello não compartilha informações com outras companhias, explicando que elas são analisadas somente pela própria empresa, para criar anúncios e experiências melhores no site.

"As redes sociais fazem, em geral, um bom trabalho ao lidar com os dados que são realmente os mais sensíveis, mas é importante ser transparente sobre como isso é coletado e usado. A questão surge quando o usuário não sabe que seus dados estão sendo compartilhados", afirma Orkut.

"Ao mesmo tempo, o usuário deve tomar uma decisão sobre o que compartilhar e tomar alguns cuidados. Na vida real, a confiança entre as pessoas é uma coisa que é conquistada, mas tendemos a confiar de partida em redes sociais e aplicativos, e isso cria problemas no longo prazo."

Ele defende que as pessoas gostam de conteúdo personalizado criado a partir destes dados e que elas podem se beneficiar de uma propaganda que as ajude com seus hábitos, decisões de compra e planos, mas diz que, se um anúncio é feito para mudar visões políticas ou afetar uma eleição, "um limite foi ultrapassado".

"Com certeza as redes sociais têm poder para impactar uma eleição, mas não podemos dizer cientificamente se já conseguiram mudar seu rumo. Não é porque vê o anúncio sobre um político que você vai votar nele", afirma.

"Não é garantido que vá afetar o resultado, mas com certeza as redes sociais terão influência sobre a eleição neste ano no Brasil."

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O executivo fundador do grupo Alibaba, Jack Ma, fala diante de plateia no festival global de compras 'Single's Day 11/11' em Shenzhen, na China (Foto: Bobby Yip/Reuters) O executivo fundador do grupo Alibaba, Jack Ma, fala diante de plateia no festival global de compras 'Single's Day 11/11' em Shenzhen, na China (Foto: Bobby Yip/Reuters)

O executivo fundador do grupo Alibaba, Jack Ma, fala diante de plateia no festival global de compras 'Single's Day 11/11' em Shenzhen, na China (Foto: Bobby Yip/Reuters)

O gigante chinês de comércio eletrônico Alibaba disse nesta segunda-feira (2) que vai comprar as ações remanescentes do aplicativo Ele.me, plataforma importante no mercado de entrega de alimentos da China, na disputa com a Tencent por serviços para consumidores fora da internet.

O Alibaba e sua subsidiária Ant Small & Micro Financial Services atualmente detêm cerca de 43% do Ele.me, e o último acordo avaliou a startup em US$ 9,5 bilhões, disse o Alibaba em comunicado.

Ele.me, numa tradução livre significa "com fome?", faz parte do competitivo e de rápido crescimento mercado de e-commerce da China, impulsionado por consumidores para usar smartphones para comprar desde mantimentos a ingressos de cinema.

Em agosto, a Ele.me comprou importante braço de entrega do Baidu. Para o Alibaba, a mais recente aquisição amplia o império de entrega de alimentos da empresa de e-commerce, que também inclui a plataforma de entregas Koubei, enquanto compete com a Meituan Dianping, apoiada pela Tencent.

A Alibaba e a Meituan estão investindo pesado em serviços offline, incluindo entregas, pagamentos móveis e lojas sem vendedores, para explorar um público mais amplo, já que o comércio online da China mostra sinais de desaceleração.

A Ele.me continuará operando sob sua própria marca após a aquisição, disse o Alibaba, mas combinará algumas funcionalidades com o Koubei.

Como parte do acordo, o Alibaba deslocará o vice-presidente do Alibaba, Wang Lei, como executivo-chefe da Ele.me, enquanto o atual presidente-executivo e fundador da Ele.me se tornará presidente e atuará como consultor especial do Alibaba em novas estratégias de varejo.

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Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, durante conferência da empresa para desenvolvedores em 2017. (Foto: Stephen Lam/Reuters) Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, durante conferência da empresa para desenvolvedores em 2017. (Foto: Stephen Lam/Reuters)

Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, durante conferência da empresa para desenvolvedores em 2017. (Foto: Stephen Lam/Reuters)

Mark Zuckerberg, presidente-executivo e cofundador do Facebook, vai testemunhar diante do Congresso dos Estados Unidos no dia 11 de abril, informaram parlamentares norte-americanos nesta quarta-feira (4). O depoimento está marcado para às 10h locais (11h em Brasília).

O executivo aceitou o convite do comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados dos EUA sobre o escândalo em torno da manipulação dos dados de mais de 50 milhões de usuários da rede social por uma empresa que participou da campanha política de Donald Trump à presidência norte-americana.

A Cambridge Analytica obteve as informações ao explorar permissões do Facebook concedidas a desenvolvedores de serviços.

“Essa audiência vai ser uma oportunidade importante para jogar luzes em questões críticas sobre a privacidade de dados de consumidores e ajudar todos os americanos a entender melhor o que acontece com sua informação pessoal online”, afirmaram o presidente do comitê Greg Walden e o parlamentar Frank Pallone Jr., em comunicado conjunto.

Zuckerberg foi convidado ainda para testemunhar a outras duas comissões do Congresso, como o comitê Judiciário do Senado e o comitê do Comércio, Ciência e Transporte.

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