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Entre as justificativas dadas para abrir uma “guerra comercial” contra a China, o governo dos Estados Unidos acusou o país asiático de conduzir ou incentivar uma onda de invasões à rede de computadores de empresas norte-americanas ou que operem no país.

A administração de Donald Trump lista ataques cibernéticos a nove companhias, nos quais houve envolvimento direto de oficiais do Exército de Libertação Popular (PLA) e com um único objetivo: roubar segredos industriais para desenvolver setores que a China considera prioritários.

Donald Trump assinou memorando contra China (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst) Donald Trump assinou memorando contra China (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

Donald Trump assinou memorando contra China (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

Essa avaliação consta em relatório da USTR, agência que representa a política comercial dos EUA. Com base nele Trump decidiu impor restrições à China, entre elas taxas a produtos importados do país que podem chegar a US$ 60 bilhões. A lista de produtos será apresentada nesta semana.

Em contrapartida, a China anunciou que vai tributar 128 produtos dos EUA, em mais um episódio que elevou os temores sobre uma guerra comercial mundial com China e EUA como protagonistas.

Ataques de hackers

Mas quais os argumentos dos EUA para começar essa briga? O suposto ataque de hackers chineses é uma das questões que motivaram os EUA a acusar a China de roubo de propriedade intelectual, de acordo com o relatório da USTR com base em informações levantadas desde o início da investigação, em agosto de 2017.

Para o governo dos Estados Unidos, a ação de hackers está alinhada com as políticas de transferência de propriedade intelectual usadas pelo governo da China como uma estratégia para liderar em tecnologias avançadas. A intenção estão, diz a Casa Branca, detalhadas no plano industrial "Made in China 2025".

"Como a economia global aumentou sua dependência de sistemas de informação nos últimos anos, os roubos cibernéticos se tornaram um dos métodos preferidos da China para coletar informação comercial por causa de suas vantagens logísticas e de suas negações plausíveis", afirmou a USTR.

Segundo os EUA, há um canal oficial em que empresas estatais podem solicitar informações ao governo chinês de mercado sobre determinado setor ou companhia.

“O governo dos EUA tem evidências de que o governo chinês fornece inteligência competitiva, conseguida por meio de intrusões cibernéticas, a empresas chinesas estatais, por meio de um processo que inclui solicitações formais e um ciclo de avaliações, assim como por meio de um mecanismo de troca de informações via sistema de comunicação sigiloso”, afirma a USTR.

Quando confrontado com as informações coletadas pela USTR, o governo da China negou as acusações. "Os EUA não forneceram evidências de que esses atos foram feitos pela China, e a China é também alvo de ciberataques e que os dois países devem trabalhar juntos para tratar das questões de cibersegurança”, rebateu o governo Chinês.

Exército de hackers

Para mensurar a extensão da atuação chinesa, a agência cita dados de firmas de cibersegurança que rastreiam a atividade de hackers. Uma delas é a Mandiant. Em 2013, a companhia que investiga invasões a grandes empresas publicou um relatório que listava mais de 3 mil indicativos ligando o roubo de centenas de terabytes de informações ao Exército de Libertação Popular (PLA). Mais precisamente à Unidade 61398, área das Forças Armadas chinesas que há anos é apontada como um celeiro de especialistas em burlar barreiras de segurança digital.

Soldados do Exército Popular de Libertação (PLA, na sigla em inglês) participam de uma sessão de treinamento com facas em uma base militar em Heihe, na província de Heilongjiang, na China (Foto: China Daily/Reuters) Soldados do Exército Popular de Libertação (PLA, na sigla em inglês) participam de uma sessão de treinamento com facas em uma base militar em Heihe, na província de Heilongjiang, na China (Foto: China Daily/Reuters)

Soldados do Exército Popular de Libertação (PLA, na sigla em inglês) participam de uma sessão de treinamento com facas em uma base militar em Heihe, na província de Heilongjiang, na China (Foto: China Daily/Reuters)

A unidade foi responsável, diz a Mandiant, por roubar 141 organizações -- 115 das quais norte-americanas, pertencentes a 20 grandes setores econômicos, todos eles identificados pela China como prioritários em seu plano industrial para serem desenvolvidos, como: tecnologia da informação, aeroespacial, satélites e telecomunicações, eletrônica de alta tecnologia e serviço financeiro.

As informações que os chineses pretendiam obter, segundo o relatório americano, eram sobre:

  • desenvolvimento e uso de produtos, como resultados de teste, design de sistemas, manuais de produtos e tecnologias simuladas;
  • procedimentos de fabricação, como processos proprietários e gerenciamento de gastos;
  • planos de negócios, como posições de negociação de contratos, preços de produtos, dados sobre joint ventures e aquisições;
  • análises de posições sobre políticas, como minutas sobre encontros;
  • e-mails de funcionários de alto escalão;
  • login e senha de usuários e informação sobre a arquitetura de rede.

Em 2015, EUA e China estabeleceram um acordo para não “conduzir ou apoiar roubos cibernéticos de propriedade intelectual, incluindo segredos comerciais ou qualquer outra informação corporativa confidencial, com a intenção de fornecer vantagens competitivas a companhias ou a setores comerciais”.

Companhias invadidas

A USTR lembra que invasões a empresas norte-americanas já foram parar nos tribunais. O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ, na sigla em inglês) abriu dois processos contra chineses.

A primeira ação judicial, de 2014, acusou cinco oficiais do exército chinês de promover invasões a seis empresas norte-americanas: Westinghouse, SolarWorld, US Steel, ATI, Alcoa e USW. Já a segunda, de 2017, colocou no banco dos réus três chineses, que trabalhavam na Boyusec, que, segundo firmas de segurança, tem ligações ao governo da China. Eles são acusados de invadir os sistemas de Moody’s Analytics, Siemens AG e Trimble.

Segundo os EUA, os ataques foram conduzidos quando as empresas estavam envolvidas em negociações ou mesmo em processos que envolviam os interesses chineses. Veja abaixo seis das ações:

  • SolarWorld

Após a empresa de energia solar abrir um processo administrativo junto ao governo dos EUA contra uma importadora de painéis solares da China em 2012, informações sensíveis foram roubadas de seus sistemas, segundo o DoJ. Foram 13 invasões para extrair dados como fluxo de caixa mantido pelo diretor financeiro, custo de produção e comunicação entre a empresa e seus advogados. Alguns dos e-mails de empregados foram vazados em maio de 2012, duas semanas após o Departamento de Comércio anunciar uma medida preliminar contra produtores chineses de células solares, acusados pela SolarWorld de práticas anticompetitivas.

“Na nossa visão, a atividade de hackers chineses e o roubo de dados é disseminado e encorajado pelo governo da China”, informou a companhia à USTR.

  • US Steel

A gigante do aço foi alvo de hackers chineses pelo menos duas vezes, diz o DoJ. No primeiro ataque, em 2010, o exército chinês usou o velho golpe do phishing, mensagens que simulam comunicados ou promoções: enviou a funcionários e-mails infectados com programas maliciosos capazes de dar acesso à rede interna da US Steel aos atacantes. Isso ocorreu quando a empresa solicitou investigações contra produtores de produtos de aço da China, como o Baosteel Group, empresa controlada pelo estado chinês. Já O segundo ataque roubou segredos comerciais sobre o desenvolvimento de um tipo de aço leve e altamente resistente.

  • ATI Technologies

Quando a multinacional de eletrônica negociava em 2012 uma joint venture com a Baosteel, o exército chinês roubou login e senhas de milhares de funcionários da empresa, diz o DoJ. A invasão ocorreu na véspera de uma visita dos executivos da ATI a Xangai, onde discutirão a formação da nova empresa com os representantes da estatal chinesa.

  • USW

Para o DoJ, a companhia de aço norte-americana foi invadida duas vezes. Na primeira, hackers chineses roubaram em 2010 e-mails do presidente internacional da companhia e de outros cinco executivos de alto-escalão da USW, que estavam envolvidos em uma estratégia para pressionar o governo dos EUA a proteger a indústria automobilística nacional contra o avanço de chineses. Já em 2012, hackers chineses tiveram acesso com seis meses de antecedência à decisão da USW de não pedir a prorrogação de uma tarifa à importação de pneus.

  • Westinghouse

Entre maio de 2010 e janeiro de 2011, a empresa de energia sofreu quatro ciberataques, nos quais foram roubados 1,4 GB de dados, o equivalente a 700 mil páginas e-mails e anexos roubados dos computadores de funcionários. Isso incluía segredos comerciais, especificações técnicas, logins e senhas.

As invasões começaram quando a Westinghouse construía uma usina elétrica na China. Para atender a legislação do país, negociava ainda uma transferência de tecnologia para a estatal Companhia de Tecnologia de Energia Nuclear do Estado (SNPTC). Os hackers roubaram informações sobre configurações técnicas da planta, com as quais outra empresa poderia assumir as obras sem ter que gastar dinheiro com pesquisa.

  • Alcoa

Após a Alcoa anunciar em fevereiro de 2008 que faria uma parceria com a estatal chinesa Chinalco para comprar uma mineradora estrangeira, hackers do exército chinês obtiveram 3 mil e-mails da companhia americana de alumínio. Entre eles, havia comentários de altos executivos sobre o negócio.

Inteligência competitiva

Os Estados Unidos admitem que é complicado avaliar o impacto total da ação chinesa sobre suas companhias, devido à dificuldade para identificar um ataque cibernético em curso. Um estudo citado pela USTR aponta que as empresas demoram, em média, 191 dias para se dar conta de que sofreram um vazamento de informação e outros 66 dias para contê-lo.

Localizar uma invasão exige gastar dinheiro com “atividades de investigação forense, serviços de auditoria e times de gerenciamento de risco”, diz a USTR. Os custos não acabam uma vez que a brecha foi fechada.

A SolarWorld informou ao USTR que investiu por oito anos US$ 60 milhões na criação de um novo painel solar capaz de absorver de forma mais eficiente a luz do sol para transformá-la em energia elétrica. O presidente-executivo da filial americana, Jürgen Stein, diz que hackers chineses invadiram a empresa justamente quando a tecnologia começava a ser produzida em massa. Dois anos depois, duas chinesas apresentaram suas próprias versões da inovação.

“Armadas com nossos dados proprietários e nossas informações de custo, nossas concorrentes chinesas surgiram da noite para o dia com a tecnologia que nós criamos e com informação econômica que injustamente ampliava a posição deles em negociações de preço”, afirmou Stein.

Segundo estudo citado pela agência, o impacto da ação de hackers tem efeitos ainda sobre a economia do país: custa 200 mil empregos por ano aos EUA.

“O cibercrime é uma taxa à inovação e reduz o passo da inovação global ao reduzir o índice de retorno para inovadores e investidores”, apontou uma pesquisa em conjunto por McAfee e Centro para Estudos Estratégicos Internacionais.

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Donos de aparelhos feitos pela Apple poderão fazer compras no Brasil sem tirar o cartão de crédito da carteira a partir desta quarta-feira (4). A empresa lança no Brasil o Apple Pay, seu sistema de pagamentos móveis, em uma parceria com o banco Itaú, que terá exclusividade no serviço por 90 dias.

A chegada da plataforma ao país marca sua expansão para a América Latina — o Brasil é o 21º país a receber o Apple Pay —, mas também o ingresso tardio de Apple e Itaú no segmento de pagamentos com dispositivos móveis, como smartphones.

Isso porque o Apple Pay debuta no Brasil quase dois anos após a chegada ao país de serviços de seus principais rivais para lidar com o dinheiro dos usuários, já que Samsung Pay estreou em julho de 2016, ao passo que Android Pay começou a ser liberado em novembro de 2017 — a diferença entre eles é que o primeiro funciona só nos celulares da empresa sul-coreana e o segundo roda em todos aqueles que possuem o sistema operacional do Google a partir da versão 4.4.

O Itaú, por sua vez, é o último dos grandes bancos a aderir a uma plataforma de pagamentos móveis. Seus concorrentes Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica e Santander já operam com Samsung Pay ou Android Pay.

Como funciona

O Apple Pay pode ser usado para pagar contas tanto em lojas físicas quanto em lojas digitais ou mesmo em aplicativos.

Antes de sair às compras, é preciso cadastrar um cartão válido —no primeiro momento, serão aceitos apenas os de crédito emitidos pelo Itaú. O registro vai gerar um número de conta único. Esse código secreto, após ser criptografado, será enviado em uma compra para que a bandeira de cartão identifique o cliente.

Segurança e privacidade

Mesmo que o usuário tenha apenas um cartão, ele terá de cadastrá-lo em cada um dos aparelhos com que pretender fazer transações. Cada um dos dispositivos ganhará um número diferente de conta, o que, segundo a Apple, garante a segurança das transações.

Já a privacidade é assegurada, diz a empresa, porque os dados da compra (loja, produto, valor gasto etc) ficam mantidos no aparelho, em um ambiente a que ela não tem acesso.

Como fazer o pagamento

Para efetuar o pagamento no ponto de venda, bastará encostar o iPhone (a partir do 6), Apple Watch ou iPad em terminais equipados com a tecnologia NFC —eles serão sinalizados com adesivos.

Para certificar a negociação, em vez de inserir a senha do cartão, o consumidor só precisará usar a impressão digital como se fosse destravar o celular, no caso de iPhones e iPads, ou ainda fazer a autenticação com o reconhecimento facial, no caso do iPhone X.

Se o aparelho escolhido for o relógio inteligente, bastará clicar duas vezes no botão lateral e aproximá-lo da maquininha de pagamento. Segundo a Apple, 80% dos donos de um Apple Watch já o usam para fazer pagamentos.

Peso do negócio

Apesar de ter sido criado há três anos, o Apple Pay faz parte da área de negócios que já é a segunda que mais leva dinheiro para a Apple. Englobando ainda os conteúdos digitais, como o AppleCare, essa divisão faturou US$ 8,471 bilhões no trimestre encerrado em dezembro de 2017 e desbancou o segmento de computadores, da qual as estrelas são os Macs.

No Brasil, o Apple Pay poderá ser usado inicialmente por 1,2 milhão de pessoas. Essa é a quantidade de clientes que acessam o Itaú por meio de um iPhone 6 ou superior, dentre todos os quase 12 milhões correntistas que usam o app do banco.

“A gente vê uma evolução constante na área de pagamentos digitais e nesse contexto o Apple Pay é um passo importante”, diz Marcelo Kopel, diretor executivo da área de cartões do Itaú, acrescentando se tratar “do início da jornada” da instituição em meio a essas ferramentas digitais.

Para Kopel, ainda que a Apple tenha chegado alguns meses atrasada ao baile, ainda há chance de brilhar. “Em termos de uso, o Apple Pay é o maior. Tem 80 milhões de usuários [no mundo].”

“A gente vê que, com que a chegada dessa tecnologia, isso [pagamento móvel] tende a se acelerar no Brasil.”

A maioria das lojas já está pronta para aceitar pagamentos sem contato. Nas contas dos fabricantes, 80% dos terminais de lojas físicas já possuem NFC. Entre as empresas que já aceitarão o Apple Pay estão FNAC, Pão de Açúcar e Casa do Pão de Queijo. Entre lojas digitais e aplicativos, os exemplos são iFood e Hotel Urbano.

Taxa

Em alguns dos 20 mercados em que o Apple Pay já funciona, a Apple cobra uma taxa sobre o valor da transação. Segundo Kopel, do Itaú, a negociação entre as empresas para o Brasil não prevê isso. O cliente não pagará nada e o varejista custeará as taxas de uma transação como qualquer outra feita com cartão de crédito.

Tanto Apple quanto Itaú deixam claro que a chegada do serviço ao Brasil ocorre agora, após concorrentes já terem estreado, devido a ajustes no acordo de parceria.

"A jornada digital não tem começo, meio e fim", diz Kopel. “Em algumas delas, você sai na frente; em outras, prefere esperar para ver se é mais adequada à sua base de clientes."

VALE ESTE_Tabela compara Android Pay e Samsung Pay, soluções de pagamento do Google e da Samsung (Foto: Arte G1) VALE ESTE_Tabela compara Android Pay e Samsung Pay, soluções de pagamento do Google e da Samsung (Foto: Arte G1)

VALE ESTE_Tabela compara Android Pay e Samsung Pay, soluções de pagamento do Google e da Samsung (Foto: Arte G1)

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Um comunicado interno do Facebook veio à publico inadvertidamente e causou contrangimento para a rede social. O documento afirma ser uma "verdade inconveniente" que tudo que a empresa fez para crescer foi justificado.

O memorando escrito em 18 de junho de 2016 pel executivo Andrew Bosworth e revelado pelo site Buzzfeed afirma que isso se aplicaria mesmo a situações em que pessoas poderiam morrer como resultado de bullying ou terrorismo.

Tanto seu autor quanto o presidente da companhia, Mark Zuckerberg, negaram de fato crer nisso, mas o vazamento pode minar os esforços do Facebook para conter outro escândalo.

O Facebook está sob intenso escrutínio público desde que reconheceu ter recebido relatórios de que uma consultoria política, a Cambridge Analytica, não havia destruído os dados coletados de cerca de 50 milhões de usuários há alguns anos.

'Verdade inconveniente'

No memorando, Boswroth escreveu:

"É um fato que nós conectamos mais pessoas. Isso pode ser ruim se usuários transformarem o conteúdo em algo com efeito negativo. Talvez custe uma vida ao expor alguém a bullying. Talvez alguém morra em um ataque terrorista coordenado com nossas ferramentas.

E, ainda assim, nós seguimos conectando pessoas. A verdade incoveniente é que acreditamos tanto em conectar pessoas que qualquer coisa que nos permita conectar mais pessoas é tida como algo positivo em si. É talvez a única área em que as métricas contam a verdadeira história até onde sabemos.

[...]

É por isso que todo o trabalho que fazemos para crescer é justificado. Todas as práticas questionáveis para obter contatos. Toda a linguagem sutil que ajuda a fazer com que as pessoas apareçam nos resultados de buscas de amigos. Todo o trabalho que temos para gerar mais comunicação. Todo o trabalho que teremos que fazer na China um dia. Tudo isso."

Provocação

O presidente do Facebook disse nunca ter defendido que os fins justificam os meios  (Foto: Stephen Lam/Reuters) O presidente do Facebook disse nunca ter defendido que os fins justificam os meios  (Foto: Stephen Lam/Reuters)

O presidente do Facebook disse nunca ter defendido que os fins justificam os meios (Foto: Stephen Lam/Reuters)

Bosworth, que foi um dos inventores do o feed de notícias do Facebook, ocupou cargos de alto escalão na empresa desde 2006 e está atualmente à frente de seu esforços em realidade virtual.

O executivo tuitou que "não concordava" com o teor do texto quando o compartilhou, mas que o enviou para os funcionários da empresa para "fazer uma provocação".

"Debater assuntos difíceis como esse é uma parte crítica de nosso processo, e, para fazer isso de forma eficiente, temos de ser capazes de levar em conta até mesmo as ideias ruins", disse ele.

Zuckerberg fez uma declaração sobre o assunto: "Boz é um líder talentoso que diz muitas coisas provocadoras. Esse foi um caso em que a maioria das pessoas, inclusive eu, discordamos veementemente. Nunca acreditamos que os fins justificam os meios".

Uma reportagem do site The Verge revelou que dezenas de funcionários do Facebook usaram ferramentas de comunicação internas para expressar preocupação de que esse material poderia ter sido vazado para a imprensa.

Práticas questionáveis

Rory Cellan-Jones, repórter de tecnologia da BBC News, afirma que o que mais chamou sua atenção no memorando foi a frase sobre "todas as práticas questionáveis para obter contatos".

"Quando baixei meus dados do Facebook, fiquei assustado com a quantidade de números de telefone dos meus contatos que estavam ali. Mas a atitude da empresa fazia parecer que isso era normal e que cabia aos usuários desativar essa função se não gostassem disso", escreveu o jornalista.

Em reação à polêmica, Facebook anunciou mudanças em suas políticas e práticas  (Foto: Dado Ruvic/Reuters) Em reação à polêmica, Facebook anunciou mudanças em suas políticas e práticas  (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

Em reação à polêmica, Facebook anunciou mudanças em suas políticas e práticas (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

"O que sabemos é que, em 2016, um executivo sênior pensou que esse tipo de coleta de dados era questionável. Então, porque só agora a companhia está debatendo esta e outras práticas duvidosas. Até agora, não houve muitos vazamentos do Facebook. Talvez teremos em breve mais informações de pessoas de dentro da empresa conforme esse negócio ainda em sua adolescência tenda a crescer e lidar com sua verdadeira natureza."

O vazamento ocorre em um momento em que o Facebook busca reagir às preocupações do público e de investidores com a forma como a rede social é administrada. Suas ações caíram 14% desde que o escândalo da Cambridge Analytica começou, e diversos nomes de peso no mundo começaram a fazer campanha para que as pessoas saim da rede social.

Mudanças

A companhia anunciou na última quinta-feira que começou a fazer a checagem de fotos e vídeos publicados na França e que expandirá essa prática para outros países em breve.

Também divulgou ter desenvolvido uma nova ferramenta para investigar perfis falsos e conter atividades que possam ser danosas a processos eleitorais. A rede diz também ter iniciado a construção de um arquivo público que possibilitará que jornalistas e outras pessoas investiguem propaganda política publicada em sua plataforma.

A rede social já havia anunciado uma mudança em suas configurações de privacidade e dito que restringiria o volume de dados que troca com outros negócios que coletam informações para anunciantes.

A mais recente controvérsia deve dar no entanto ainda mais munição aos críticos do Facebook.

A emissora televisiva americana CNN disse nesta semana que Zuckerberg decidiu testemunhar perante o Congresso americano "daqui a algumas semanas" após se recusar a fazer o mesmo no Parlamento britânico. No entanto, a BBC não conseguiu confirmar se ele de fato deporá em Washington.

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Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, durante entrevista na Universidade de Bogotá, na Colômbia. (Foto: Jose Miguel Gomez/Reuters) Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, durante entrevista na Universidade de Bogotá, na Colômbia. (Foto: Jose Miguel Gomez/Reuters)

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, durante entrevista na Universidade de Bogotá, na Colômbia. (Foto: Jose Miguel Gomez/Reuters)

O Facebook elevou nesta quarta-feira (4) de 50 milhões para 87 milhões o número de usuários da rede que tiveram dados explorados pela Cambridge Analytica, consultoria política que usou essas informações a serviço da campanha presidencial de Donald Trump.

"No total, nós acreditamos que as informações de até 87 milhões de pessoas -- a maioria delas nos EUA -- podem ter sido impropriamente compartilhadas com a Cambridge Analytica", afirmou Mike Schroepfer, diretor de tecnologia do Facebook.

A afirmação foi feita em um comunicado publicado no blog oficial da empresa. O novo cálculo é divulgado no mesmo dia em que a companhia anunciou a repaginação de sua política de dados e de seus termos de serviço, a primeira em três anos, feita para ampliar a transparência sobre como trata os dados de seus usuários e tentar conter o mal-estar gerado após o escândalo da Cambridge Analytica.

No Brasil, o número de usuários afetados foi 443 mil, segundo estimativa do Facebook. O Brasil é o 8º país na lista de países com maior número de usuários cujos dados podem ter sido usados. Os Estados Unidos aparece em 1º lugar, com 70,6 milhões de usuários, seguido por Filipinas (1,175 milhão), Indonésia (1,09 milhão) e Reino Unido (1,079 milhão).

Facebook estima que 87 milhões o nº de usuários tiveram dados explorados pela Cambridge Analytica, sendo 443 mil no Brasil (Foto: Divulgação) Facebook estima que 87 milhões o nº de usuários tiveram dados explorados pela Cambridge Analytica, sendo 443 mil no Brasil (Foto: Divulgação)

Facebook estima que 87 milhões o nº de usuários tiveram dados explorados pela Cambridge Analytica, sendo 443 mil no Brasil (Foto: Divulgação)

No post, o executivo comenta algumas das mudanças feitas na plataforma para evitar que desenvolvedores de aplicações consigam coletar e explorar dados de usuários de forma indevida.

Cambridge Analytica refuta informação

Em comunicado, a Cambridge Analytica refutou a estimativa do Facebook de que 87 milhões de pessoas tiveram seus dados explorados pela empresa de marketing. A companhia disse que obteve dados de 30 milhões de pessoas por meio de um contrato legal com a GSR, que está sendo alvo de contestação.

"A Cambridge Analytica licenciou dados de não mais do que 30 milhões de pessoas da GSR, como está claro no nosso contrato com a empresa de pesquisa. Nós não recebemos mais dados do que isso".

A empresa ainda afirmou que não usou esses dados da campanha presidencial dos EUA em 2016.

A Cambridge Analytica disse que contratará uma auditoria externa para se assegurar de que todos os dados foram deletados e fornecer ao Facebook um certificado sobre isso. A empresa já tinha feito uma auditoria interna para provar a exclusão dos dados.

Entenda o escândalo

Em 17 de março, os jornais "New York Times" e "Guardian" revelaram que os dados de mais de 50 milhões de usuários do Facebook foram usados sem o consentimento deles pela Cambridge Analytica. A empresa de análise de dados acessou esse grande volume de dados após um teste psicológico que circula na rede social coletar as informações. Os dados recolhidos não eram apenas os de usuários que fizeram o teste, mas também os de seus amigos.

O escândalo cria dúvidas quanto à transparência e à proteção de dados dos usuários do Facebook. A rede social comunicou que investigaria o caso. O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, reconheceu que a emprese cometeu erros.

A empresa Cambridge Analytica trabalhou ainda com a equipe responsável pela campanha de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, nas eleições de 2016. Também foi contratada pelo grupo que promovia a saída do Reino Unido da União Europeia.

Nesta sexta-feira (23), uma revista na sede da Cambridge Analytica durou cerca de sete horas. A batida foi do órgão regulador encarregado da proteção de dados privados na Grã-Bretanha. Nos Estados Unidos, usuários estão processando o Facebook e a Cambridge Analytica.

O Ministério Público do Distrito Federal comunicou na terça-feira passada (20) que abriu um inquérito para apurar se o Facebook compartilhou dados de usuários brasileiros com a Cambridge Analytica. O ex-sócio da Cambridge Analytica no Brasil disse que a empresa não tinha banco de dados de brasileiros.

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A Samsung anunciou nesta terça-feira (27) que começará a vender seus novos smartphones top de linha em 20 de abril, por preços de R$ 4,3 mil para o Galaxy S9 e de R$ 4,9 mil para o Galaxy S9+.

Os novos aparelhos possuem tecnologia de realidade aumentada para acrescentar detalhes a imagens que estão sendo captadas pela câmera, além de reconhecimento facial para desbloqueios, recursos para usar dois apps ao mesmo tempo e um sistema para separar dados corporativos de dados pessoais.

Realidade aumentada e câmera

Essa nova tecnologia permitirá que os celulares façam traduções simultâneas de uma língua para outra. Bastará apontar a câmera para algo escrito em um idioma estrangeiro, e o S9 verterá para a língua de escolha do usuário. Esse é um novo recurso da Bixby, assistente pessoal da Samsung. A ferramenta, no entanto, é similar ao que o Google Tradutor faz para alguns idiomas.

Bixby também poderá mostrar informações sobre os arredores, algo que a versão do Yelp com realidade aumentada já possuía.

A realidade aumentada associada à câmera também permitirá que o celular seja usado como ferramenta de trabalho, promete a Samsung.

Um vídeo vazado antes da apresentação mostrou a câmera do S9 sendo usada para apontar em que lugares fios deveriam ser conectados para resolver um problema dentro de um data center. Em outro momento, a câmera era apontada para uma montanha; na tela, eram mostrados dados geográficos dela.

É possível fazer vídeos com supercâmera lenta em que é possível fazer as imagens rodagem de trás para frente. Isso só ocorre porque a câmera consegue captar 960 frames por segundo.

Multitarefas do Galaxy S9

O S9 também ganhou um recurso multitarefas, que permite usar dois aplicativos simultaneamente. Usando dois serviços em conjunto, o usuário pode arrastar itens de uma aplicação para a outra sem ter que minimizar uma para abrir a outra na sequência.

Emojis em realidade aumentada

A tecnologia de realidade aumentada permitirá criar emojis a partir da expressão facial do usuário, algo que a Apple também permitiu no iPhone X, mas deu o nome de Animoji.

Segundo a Samsung, a imagem em 2D do rosto do usuário é mapeado e combinada com mais de 100 traços de expressão para criar uma versão animada em 3D deles.

Reconhecimento facial

Os novos smartphones topo de linha da Samsung também permitirão que seus usuários façam os desbloqueios usando apenas o rosto.

O sensor de digitais continua lá, na traseira do aparelho, mas foi posicionado em uma posição mais central para ser mais ergonômico.

Design

A cara do S9 continua a mesma do S8. Estão lá a ausência de botões físicos para dar espaço à "tela infinita" e o botão lateral para ativar a assistente pessoal Bixby. Já a traseira do aparelho mudou um pouco.

Além do sensor de digitais ter sido realocado para baixo da câmera dupla, as costas do S9 ganharam um alto falante estéreo.

Veja a evolução do Samsung Galaxy S, até o S9 (Foto: Karina Almeida/Antônio Filho/G1) Veja a evolução do Samsung Galaxy S, até o S9 (Foto: Karina Almeida/Antônio Filho/G1)

Veja a evolução do Samsung Galaxy S, até o S9 (Foto: Karina Almeida/Antônio Filho/G1)

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Quer saber como proteger seus dados, reduzindo seus rastros na internet? O escândalo do Facebook e a consultoria Cambridge Analytica levou a uma reflexão sobre dados pessoais na rede. Usuários estão verificando como eles estão sendo armazenados e se estão sendo usados sem consentimento.

A empresa de análise de dados usou informações pessoais de mais de 50 milhões de perfis no Facebook, sem permissão, para construir um sistema que miraria eleitores americanos com anúncios políticos personalizados, baseados em seu perfil psicológico.

Talvez você soubesse que o Facebook e o Google guardam seus dados. Mas você sabe quantas informações têm sobre você?

Membros do coletivo Tactical Tech, um grupo sem fins lucrativos especialista em segurança digital, explicam como encontrar que informações sobre você estão armazenadas e como protegê-las.

1. Limpe seu perfil no Facebook

O Facebook dá a opção de fazer o download de todas as suas informações. Isso inclui suas publicações e compartilhamentos, fotos e todas as mensagens que você já mandou ou recebeu, entre outras coisas.

Para receber uma cópia, vá para "configurações", opção no canto esquerdo superior da página do Facebook. A última opção disponível diz "baixar uma cópia dos seus dados no Facebook". Você vai precisar digitar sua senha. Depois que solicitar o download, o resultado será enviado para você por e-mail.

Logo do Facebook impresso em 3D. (Foto: Dado Ruvic/Reuters) Logo do Facebook impresso em 3D. (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

Logo do Facebook impresso em 3D. (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

De volta às configurações, na coluna da esquerda, uma das últimas opções é "aplicativos". Nessa opção, você pode remover todos os aplicativos que estão armazenando informações sobre você. Se lembra do teste que você fez há tempos? Ele provavelmente armazenou muitos dados seus.

Clique, então, em "aplicativos". Na página que surge, você pode ver quais têm acesso a certos dados seus. O Facebook informa que eles têm acesso à sua lista de amigos, por exemplo.

Na opção "aplicativos, sites e plug-ins", é possível "editar". Clique nessa opção e em seguida em "desativar plataforma" - essa opção excluirá todas as conexões entre o Facebook e aplicativos de fora, como jogos, de música (como o Spotify), paquera (Tinder, por exemplo), entre outros. Você também pode deletar apenas os aplicativos que não deseja manter conectados ao Facebook.

Depois, em "aplicativos que outras pessoas usam", é possível retirar a seleção de informações disponíveis para aplicativos usados por amigos. Sua biografia, data de nascimento, informaçoes sobre educação e trabalho, por exemplo, são alguns dos dados acessados por esses aplicativos. Para evitar que essas informações sigam sendo compartilhadas, desmarque-as e clique em "salvar".

2. Google, quanto você sabe a meu respeito?

É bem provável que você utilize algum produto do Google todos os dias. A empresa conhece você mais do que qualquer pessoa.

Entre no Google e faça o login na sua conta, no canto direito superior. Depois, clique na sua foto ou no logo do Google, também no canto direito superior, e selecione "Minha conta".

Acesse a coluna central, "informações pessoais e privacidade". Em "minha atividade" - ou diretamente no link https://myactivity.google.com/myactivity - você poderá ver tudo o que o Google armazena sobre você.

São informações como: todos os sites que você acessou, caso utilize o navegador Chrome, as pesquisas que você fez no Google, anúncios e buscas no Google Maps.

Agora, clique em "excluir atividade por". Nessa opção, você poderá deletar o histórico das suas atividades que foi armazenado pelo Google.

Mas ainda é preciso impedir que a empresa siga coletando seus dados. Por isso, clique em "controles de atividade" - https://myaccount.google.com/activitycontrols. Nessa página, você pode "pausar" todos os dados que são salvos diariamente, como sua atividade em aplicativos, histórico de localização, informações de dispositivo, atividade de voz e áudio e histórico de pesquisa e exibição no YouTube.

Assim como no Facebook, você pode fazer o download de todas as informações que o Google tem sobre você.

Acesse a página google.com/takeout. O resultado costuma ser um arquivo enorme com antigos históricos de busca, dados de calendário, páginas favoritas, vídeos do YouTube que você viu, enfim, uma infinidade de coisas.

3. Vamos aos seus históricos de localização

Se você usa um smartphone, há grandes chances de que tenha cedido a aplicativos detalhes de quem você é, onde vive e aonde vai.

Para verificar como seu telefone armazena seus passos, siga estes:

No computador, vá para a página: https://www.google.com/maps/timeline. Clique em "gerenciar histórico de localização".

Se quiser negar o acesso dos aplicativos à sua localização:

4. Use um navegador anônimo

Já reparou que depois de navegar por um site de compras, os produtos que você havia pesquisado aparecem em outras páginas que você visita?

Isso acontece por causa de rastreadores colocados nos sites. Eles ficam coletando dados por trás dos panos, incluindo suas buscas, sites que você visita e seu endereço IP (número de registro de computadores).

A má notícia é que nenhuma configuração de navegar é naturalmente privada. A maioria armazena "cookies", arquivos de internet que guardam temporariamente o que o internauta está visitando na rede. Também guardam o seu histórico de navegação, gravam conteúdo de formulários preenchidos e outras informações, que podem ser compartilhadas.

Mas o Chrome, do Google, Firefox e o Safari oferecem um modo de navegação "anônimo" que automaticamente deleta seu histórico de navegação, cookies e arquivos temporários toda vez que você fecha a página.

Tente você mesmo: abra seu navegador (Firefox, Chrome ou Safari) e vá para o menu. Depois, escolha "nova janela de navegação anônima".

Nas preferências de navegação do Firefox e do Safari, você pode escolher navegar de forma anônima permanentemente.

5. Você precisa mesmo de todos seus aplicativos?

Você sabe quantos aplicativos tem no seu celular? Tente adivinhar e depois pegue seu celular e conte quantos são.

Mais do que você imaginava? Delete alguns. Essas perguntas podem te ajudar a decidir de quais você pode abrir mão:

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Satélite SGDC (Foto: Reprodução/TV Globo) Satélite SGDC (Foto: Reprodução/TV Globo)

Satélite SGDC (Foto: Reprodução/TV Globo)

A Telebras vai recorrer da decisão judicial liminar que suspendeu o contrato de parceria com a empresa norte-americana Viasat, que visa ampliar a cobertura de internet de banda larga para comunidades subatendidas.

"A companhia informa que tomará todas as medidas cabíveis para salvaguardar os interesses da Telebras, seus acionistas e do seu plano de negócios e a continuidade de políticas públicas, como Plano Nacional de Banda Larga, Internet para Todos e Gesac", informou a Telebras em comunicado enviado ao mercado na noite de quarta-feira (4).

O acordo entre a Telebras e a Viasat, assinado em fevereiro, estabelece uma parceria de longo prazo que compreende no uso de 100% da capacidade de banda Ka do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que é operado pela Telebras, e a implantação de rede terrestre e de infraestrutura da Viasat.

A ação contra o acordo foi ajuizada pelas empresas Via Direta Telecomunicações e Via Statélite e a Rede de Rádio e Televisão Tiradentes, e corre agora na 1º Vara Cível Federal do Estado do Amazonoas.

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As ações da plataforma chinesa de streaming iQiyi caíram na estreia na bolsa nesta quinta-feira (29), mesmo com o setor de tecnologia se recuperando de forte queda nesta quinta-feira.

A empresa, controlada pela também chinesa Baidu, abriu a 18,20 dólares, pouco acima do preço de 18 dólares, mas a ação rapidamente reduziu os ganhos.

O IPO da plataforma de vídeo similar à Netflix foi precificado no meio da estimativa de 17 a 19 dólares por ação, gerando uma operação de 2,25 bilhões de dólares.

O presidente-executivo da empresa, Gong Yu, desconsiderou qualquer preocupação com as flutuações no preço das ações.

"Não estamos preocupados com a volatilidade de curto prazo", disse Gong em entrevista na Nasdaq. "A longo prazo, veremos o valor criado pelo IPO."

Os principais índices de ações dos EUA subiram mais de 1 por cento, antes do final de semana do feriado da sexta-feira santa, que marcará o fim de um turbulento trimestre para Wall Street.

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O executivo fundador do grupo Alibaba, Jack Ma, fala diante de plateia no festival global de compras 'Single's Day 11/11' em Shenzhen, na China (Foto: Bobby Yip/Reuters) O executivo fundador do grupo Alibaba, Jack Ma, fala diante de plateia no festival global de compras 'Single's Day 11/11' em Shenzhen, na China (Foto: Bobby Yip/Reuters)

O executivo fundador do grupo Alibaba, Jack Ma, fala diante de plateia no festival global de compras 'Single's Day 11/11' em Shenzhen, na China (Foto: Bobby Yip/Reuters)

O gigante chinês de comércio eletrônico Alibaba disse nesta segunda-feira (2) que vai comprar as ações remanescentes do aplicativo Ele.me, plataforma importante no mercado de entrega de alimentos da China, na disputa com a Tencent por serviços para consumidores fora da internet.

O Alibaba e sua subsidiária Ant Small & Micro Financial Services atualmente detêm cerca de 43% do Ele.me, e o último acordo avaliou a startup em US$ 9,5 bilhões, disse o Alibaba em comunicado.

Ele.me, numa tradução livre significa "com fome?", faz parte do competitivo e de rápido crescimento mercado de e-commerce da China, impulsionado por consumidores para usar smartphones para comprar desde mantimentos a ingressos de cinema.

Em agosto, a Ele.me comprou importante braço de entrega do Baidu. Para o Alibaba, a mais recente aquisição amplia o império de entrega de alimentos da empresa de e-commerce, que também inclui a plataforma de entregas Koubei, enquanto compete com a Meituan Dianping, apoiada pela Tencent.

A Alibaba e a Meituan estão investindo pesado em serviços offline, incluindo entregas, pagamentos móveis e lojas sem vendedores, para explorar um público mais amplo, já que o comércio online da China mostra sinais de desaceleração.

A Ele.me continuará operando sob sua própria marca após a aquisição, disse o Alibaba, mas combinará algumas funcionalidades com o Koubei.

Como parte do acordo, o Alibaba deslocará o vice-presidente do Alibaba, Wang Lei, como executivo-chefe da Ele.me, enquanto o atual presidente-executivo e fundador da Ele.me se tornará presidente e atuará como consultor especial do Alibaba em novas estratégias de varejo.

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GM Cruise AV (Foto: Divulgação) GM Cruise AV (Foto: Divulgação)

GM Cruise AV (Foto: Divulgação)

A General Motors, dona da Chevrolet, anunciou investimento de US$ 100 milhões para as duas fábricas onde vai produzir carros autônomos a partir do ano que vem, nos Estados Unidos.

Os veículos sairão da unidade de Orion, no estado de Michigan. Mas o teto, onde se localizam boa parte dos radares, câmeras e sensores do veículo, já está sendo montado em Brownstown, também em Michigan, onde são feitas ainda as baterias de carros elétricos da marca.

O primeiro modelo que dispensa motorista a ser feito pela GM será o Chevrolet Cruise AV - não confundir com o Cruze. As primeiras imagens dele foram reveladas em janeiro último e mostraram um carro sem volante e nem pedais.

Cruise AV, carro sem volante ou pedais da GM (Foto: Divulgação) Cruise AV, carro sem volante ou pedais da GM (Foto: Divulgação)

Cruise AV, carro sem volante ou pedais da GM (Foto: Divulgação)

Cruise é o nome da start-up com a qual a GM tem parceria para o desenvolvimento dos autônomos. O carro é baseado no compacto elétrico Bolt, que também é produzido em Orion.

No local já foram montados mais de 200 carros autônomos que a montadora testa nas ruas dos EUA. Quando eles começaram a ser produzidos em série, o primeiro uso será em serviços de transporte, semelhantes ao Uber.

Teto do Chevrolet Cruise AV, primeiro carro autônomo de produção da Chevrolet (Foto: Divulgação) Teto do Chevrolet Cruise AV, primeiro carro autônomo de produção da Chevrolet (Foto: Divulgação)

Teto do Chevrolet Cruise AV, primeiro carro autônomo de produção da Chevrolet (Foto: Divulgação)

Você pegaria uma carona em um carro autônomo?

Você pegaria uma carona em um carro autônomo? Você pegaria uma carona em um carro autônomo?

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