O número de reclamações registradas no site Reclame Aqui contra corretoras de bitcoins disparou em 2017 e chegou a 7.229. O aumento foi de 2.200% comparado ao ano anterior, que teve 304 queixas contabilizadas. As reclamações crescem na esteira da popularização da moeda virtual, que se supervalorizou no ano passado e atraiu milhares de brasileiros.

CVM proíbe fundos de investir em bitcoin (Foto: Reprodução/Globo) CVM proíbe fundos de investir em bitcoin (Foto: Reprodução/Globo)

CVM proíbe fundos de investir em bitcoin (Foto: Reprodução/Globo)

Os problemas mais comuns de janeiro a novembro estavam relacionados a depositar, sacar ou fazer transferência. Já em dezembro, com a forte desvalorização da moeda virtual, as queixas aumentaram e o problema passou a ser a demora na realização de transações ou na aprovação de cadastros.

“Em momentos de crise, como foi em dezembro, a insegurança aparece mais forte no consumidor. Neste momento, a falta de regulação na operação de compra e venda gera um risco, isto é, se tivermos outro solavanco, as reclamações vão aumentar”, afirma Edu Neves, CEO da ReclameAqui.

“Parece que o consumidor/investidor só sente insegurança quando tem alguma crise”

Supervalorização da moeda virtual fez com que número de cadastros nas três maiores casas de câmbio do país chegasse a 1,4 milhão no ano passado, mais do que o volume de pessoas que investem na bolsa de valores ou no Tesouro Direto.

Apesar do alto número de clientes, os problemas também são numerosos. Em março, a corretora Foxbit chegou a ficar 13 dias fora do ar e perdeu cerca de R$ 1 milhão em saques duplicados. Antecipando um possível problema, a Mercado Bitcoin está oferecendo recompensa para desenvolvedor que encontrar falhas em seu sistema.

Quem reclama dos bitcoins?

A pesquisa também traça um perfil do investidor, a partir da perspectiva de 920 pessoas que reclamaram na plataforma e foram entrevistadas pelo site durante fevereiro de 2018.

  • 90% são homens;
  • 40% têm entre 30 e 39 anos;
  • 32,7% possuem renda de 4 a 10 salários mínimos;
  • 40% também investe em poupança;
  • 25,9% economizam 10% da renda;
  • 43,23% investiram pela primeira vez até R$ 500;
  • 34,5% tinham como primeiro objetivo conhecer o produto na primeira compra;
  • 76,45% começaram a investir em bitcoin em 2017.

Entre os consumidores que fizeram reclamação, 23,67% estão muito satisfeitos com o bitcoin, com todas as expectativas atendidas, enquanto 30,6% se dizem satisfeitos, parcialmente atendidos. "A longo prazo, é um tipo de 'ativo' que tem alto rendimento. Enquanto está na conta de investimento, está tudo bem. Quando o investidor quer converter a criptomoeda em moeda real, começam os problemas", afirma Neves.

Reação

Apesar da forte desvalorização em dezembro de 2017, a reação da maioria dos investidores não foi de pânico:

  • 30,28% aproveitaram para comprar (ou pretendiam comprar) mais, já que ficou mais barato;
  • 29% preferiram entender melhor o cenário e não resgataram de imediato seu investimento;
  • 23,94% não fizeram nada;
  • 11,6% regastaram (ou pretendiam resgatar) todo o dinheiro investido;
  • 5,11% resgataram (ou pretendiam resgatar) parte do dinheiro investido.

Veja vídeo de Samy Dana, colunista do G1, sobre investimentos em bitcoins.

*Sob supervisão de Marina Gazzoni

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Estátuas do Android, na sede do Google, em Mountain View (Califórnia). (Foto: Helton Simões Gomes/G1) Estátuas do Android, na sede do Google, em Mountain View (Califórnia). (Foto: Helton Simões Gomes/G1)

Estátuas do Android, na sede do Google, em Mountain View (Califórnia). (Foto: Helton Simões Gomes/G1)

Hiroshi Lockheimer lembra que há dez anos acreditava que o celular já fazia mais do que o necessário. “Ele já fazia telefones, enviava mensagens e podia navegar na internet. Do que mais você precisaria?”, pergunta ao G1 o executivo do Google responsável pelo Android. Uma década após o sistema operacional surgir para dominar o mundo dos celulares, ele ainda não sabe o que mais um smartphone poderia fazer.

Por outro lado, Lockheimer diz em entrevista exclusiva ao G1 que a plataforma nascida para ser o cérebro de celulares, mas já passou por tablets, chegou a relógios, TVs, carros está dando um próximo passo: desembarcando em equipamentos conectados, como câmeras de segurança e até parquímetros.

“Eu nem consigo imaginar que tipo de aplicação não convencional as pessoas vão fazer com ele.”

O líder de plataformas do Google também falou sobre as várias estratégias da empresa ao criar diversas versões do Android para smartphones com diferentes graus de capacidade.

Depois da saída do brasileiro Hugo Barra e de Andy Rubin do Google, Lockheimer se tornou o único remanescente do trio que liderava o Android em 2008 na empresa. Para ele, a companhia tem responsabilidade de tornar seus produtos mais fáceis de serem usados em quaisquer celulares. Para muitas das 2 bilhões de pessoas em todo o mundo que usam smartphones com o sistema, diz ele, o celular é o único ponto de contato com a internet.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida por Lockheimer durante o Mobile World Congress (MWC) em Barcelona, na Espanha.

Você sabe quantas pessoas usam as plataformas sob sua gerência?

Nós temos alguma ideia. Para o Android, são 2 bilhões usando todos os meses.

Como você consegue dormir sabendo que se você mudar qualquer botão poderá deixar muita gente brava?

[risos] É uma responsabilidade, mas a boa notícia é que temos um time de pessoas que está fazendo isso já há muito tempo e tem muita experiência nisso.

Vemos sistemas operacionais ganhando cada vez mais capacidade, o que pede processador e bateria mais potentes. Mas agora chegam ao mercado os primeiros smartphones com Android Go, uma versão mais compacta do Android. Por que dar esse passo atrás?

Esse ano é o décimo do Android. Nesse período muita coisa mudou. Nosso primeiro aparelho foi um da HTC, de 2008. Naquela época, era um celular de ponta, mas hoje seria só um dispositivo de entrada. Ao chegarmos a 2 bilhões de pessoas, sinto que nossa responsabilidade é que a primeira vez de muitas delas na internet é usando um celular. E a experiência tem que ser incrível, porque muitos desses dois bilhões usam celulares simples. E nós achávamos que poderíamos melhorar o sistema operacional, fazer aplicações mais suaves e os games mais divertidos.

Por outro lado, vocês têm o Android One...

O Android é uma combinação de muitas estratégias. Para cada mercado, país, segmento de preço e fabricantes, temos nossas próprias estratégias e melhores jeitos de chegar aos consumidores.

Com o Android One, queremos garantir que os consumidores que ligam mais para atualizações, segurança, e para a experiência do Google, saibam quais aparelhos comprar.

Hiroshi Lockheimer, líder de plataformas do Google. (Foto: Divulgação/Google) Hiroshi Lockheimer, líder de plataformas do Google. (Foto: Divulgação/Google)

Hiroshi Lockheimer, líder de plataformas do Google. (Foto: Divulgação/Google)

O Android já tem ferramentas multitarefas, de realidade aumentada e realidade virtual. Dá para incluir algum outro recurso?

Eu acho que sim, acho que sim.

E qual seria?

Sabe, se você tivesse me perguntado há dez anos qual seria o próximo recurso, eu não saberia. Naquela época, ele já fazia telefonemas, enviava mensagens e podia navegar na internet. Do que mais você precisaria? Mas, Uau, notamos que com o GPS você poderia adicionar o Google Street View e, se colocasse LTE [a tecnologia do 4G], o celular ficaria mais rápido. Todas essas coisas aconteceram sem que pudéssemos prever. É isso que faz a coisa divertida.

A gente falou das plataformas que você gerencia, mas o que você acha do assistente Google?

Eu acho que o Assistente Google já é, em muitos sentidos, uma plataforma. Ignore quem o gerencia. Antes de tudo, ele se conecta a outros serviços, o que, por definição, já faz dele uma plataforma. Nos EUA, por exemplo, você pode pedir pizza, checar o clima, pedir um táxi. Os desenvolvedores podem ainda se conectar a ele, que também roda em muitos dispositivos, não apenas no [alto-falante Google] Home, mas em smartphones, caixas de som e até em telas inteligentes.

O Assistente Google começou dentro do allo, mas depois de algum se tornou uma plataforma independente e presente em muitos lugares. Quanto tempo vai levar para ele canibalizar o Android?

Eu não sei, mas não penso nisso agora. Eu sinto que o Assistente é uma plataforma popular e bem sucedida, assim como o Android. Eu acho possível múltiplas plataformas coexistirem e trabalharem juntas, porque elas também servem a propósitos diferentes e atendem a diferentes necessidades.

Ao conectar serviços, à exemplo de YouTube e Maps, o Google Assistente funciona como pontes que ligam cidades. Mas, à medida que cresce ao redor dessas ferramentas, ele não pode vir a ficar muito maior do que essas "cidades" e acabar engolindo tudo?

Pode ser. Nos celulares, as aplicações são um exemplo dentro do Android do que você chamou de cidades, que são conectadas por essas pontes que cruzam tudo. Para mim, é o mesmo conceito.

O Assistente também precisa de alguns tipos de plataformas sobre as quais rodar. Ele, por si só, também precisa de um sistema operacional. Para mim, essas coisas não entram em conflito. Elas podem ser construídas umas sobre as outras e ajudar umas às outras.

O Android já está em celulares, tablets, carros, relógios e TVs. Onde mais falta o Google colocar o Android?

Há relógios, TVs, carros, e mais recentemente os dispositivos de Internet das Coisas. Esses são novos. O Android Things é a verão para diferentes tipos de aparelhos. Um exemplo é o que a gente mostrou na CES: as telas inteligentes rodam com Android Things dentro, mas com o Google Assistente em cima. Eu acho que vamos ver cada vez mais aparelhos assim. E o interessante é que os consumidores não precisam saber que tem um Android lá dentro, é um detalhe técnico.

Android Nougat é o nome do novo sistema operacional do Google. (Foto: Divulgação/Google) Android Nougat é o nome do novo sistema operacional do Google. (Foto: Divulgação/Google)

Android Nougat é o nome do novo sistema operacional do Google. (Foto: Divulgação/Google)

Vocês pensam em transformar o Android em uma plataforma que rivalize com gigantes da indústria em Internet das Coisas?

Nós não decidimos isso e, sim, os fabricantes. Eu vou te dar outro exemplo. Se companhias que fazem parquímetros em cidades de todo mundo optarem por usar Android Things, ok. Ninguém anunciou nada ainda, mas estamos conversando com muitos países e diferentes indústrias, como fabricantes de máquinas industriais e, obviamente, com fabricantes de dispositivos de consumos, como essas telas inteligentes, roteadores e câmeras de segurança. Há vários usos.

A razão para gostarem é porque os desenvolvedores já conhecem o Android, o que torna mais fácil usar o Android Things. Isso ajuda empresas a reduzir os custos, porque não precisam treinar esses profissionais.

O outro ponto é que disponibilizamos no Android Things tecnologias que podem ser úteis. Em câmeras de segurança, por exemplo, não é preciso saber que roda Android, mas ela tem “aprendizado de máquina”, visão computacional e tecnologias na nuvem do Google. É por isso que ele está se espalhando.

A abrangência do Android também chamou a atenção de legisladores. A União Europeia abriu uma investigação contra o Google pela suspeita de que a empresa usa o Android para abusa de seu domínio nos celulares para impulsionar muitos de seus serviços e, com isso, minar a competição de outros rivais.

Como você sabe, a investigação já está ocorrendo há algum tempo e ainda está em curso.

Mas a UE determinou recentemente que a investigação seja oficializada.

Mas ainda está em curso. Nós respeitamos a Comissão Europeia, respeitamos o processo deles. E seja lá quais perguntas façam, vamos respondê-las. Esse é o processo para o Android. Mas eu vou dizer, e esse é o ponto que apresentamos a eles, que sentimos que geramos muita inovação e muita competição.

Falando desse contexto europeu, há muitas companhias europeias que nós possibilitamos que criassem seus negócios, criassem empregos, criassem tecnologias e inovação, baseadas no Android. Nós permitimos a criação de parquímetros, sistemas de interatividade, smartphones. E todas essas coisas ajudaram a criar empregos. E competição também, porque muitas empresas passaram a competir nessas áreas. Sentimentos fortemente que o Android ajudou. E essa é basicamente a conversa que estamos tendo com a Comissão.

No passado, os celulares só faziam ligações, mas, hoje, fazem uma conecção com o mundo. Só que cada vez mais todo tipo de dispositivo está ficando conectado e respondendo a comandos de voz. Nesse contexto, qual o futuro do celular? Ele ainda vai existir no futuro?

Eu não sei, mas acho uma boa pergunta. As pessoas costumam me fazer a pergunta inversa, se talvez no futuro não vai haver mais TV ou controle remoto, já que você faz tudo com o celular. Eu também não acredito nisso, porque, como dispositivo, a TV é ótima. Às vezes você só quer sentar no sofá e assistir em uma tela grande. Múltiplos dispositivos podem coexistir.

A mágica dos celulares é que eles são pequenos e você pode carregá-los no bolso. E o que faz dele único é ter boa bateria, sistema operacional e conectar à internet. Imagine isso indo embora. Mas acho que o formato vai mudar, assim como o tamanho e a tecnologia. Teremos baterias com vidas úteis maiores. Se hoje elas duram um ou dois dias, no futuro, eu espero que cheguem a uma semana, um mês. Eles serão dobráveis também. Dez anos atrás, se alguém me falasse que haveria telefones curvos, eu acharia que isso é loucura ou impossível.

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Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, durante conferência da empresa para desenvolvedores em 2017. (Foto: Stephen Lam/Reuters) Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, durante conferência da empresa para desenvolvedores em 2017. (Foto: Stephen Lam/Reuters)

Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, durante conferência da empresa para desenvolvedores em 2017. (Foto: Stephen Lam/Reuters)

Mark Zuckerberg, presidente-executivo e cofundador do Facebook, vai testemunhar diante do Congresso dos Estados Unidos no dia 11 de abril, informaram parlamentares norte-americanos nesta quarta-feira (4). O depoimento está marcado para às 10h locais (11h em Brasília).

O executivo aceitou o convite do comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados dos EUA sobre o escândalo em torno da manipulação dos dados de mais de 50 milhões de usuários da rede social por uma empresa que participou da campanha política de Donald Trump à presidência norte-americana.

A Cambridge Analytica obteve as informações ao explorar permissões do Facebook concedidas a desenvolvedores de serviços.

“Essa audiência vai ser uma oportunidade importante para jogar luzes em questões críticas sobre a privacidade de dados de consumidores e ajudar todos os americanos a entender melhor o que acontece com sua informação pessoal online”, afirmaram o presidente do comitê Greg Walden e o parlamentar Frank Pallone Jr., em comunicado conjunto.

Zuckerberg foi convidado ainda para testemunhar a outras duas comissões do Congresso, como o comitê Judiciário do Senado e o comitê do Comércio, Ciência e Transporte.

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 Bezos, fundador da Amazon, e Trump: presidente dos EUA acusa a companhia de pagar pouco ou nenhum imposto (Foto: France Presse)  Bezos, fundador da Amazon, e Trump: presidente dos EUA acusa a companhia de pagar pouco ou nenhum imposto (Foto: France Presse)

Bezos, fundador da Amazon, e Trump: presidente dos EUA acusa a companhia de pagar pouco ou nenhum imposto (Foto: France Presse)

Em uma mensagem postada em sua conta no Twitter nesta segunda-feira (2), o presidente dos Estados Unidos disse ser "tolice" dizer que o Serviço Postal de seu país ganha dinheiro com a gigante do comércio eletrônico.

"Ele perde uma fortuna, e isso será mudado. Além do mais, nossos varejistas que pagam seus impostos integralmente estão fechando lojas em todo o país... não é uma igualdade de condições!", tuitou o presidente no sábado.

Esta é a terceira vez que Trump critica duramente a Amazon desde quinta-feira.

Na semana passada, ele disse que a companhia paga "pouco ou nenhum imposto" aos governos estaduais ou locais, e que o correio nacional perde US$ 1,50 (o equivalente a R$ 4,96) em cada entrega que faz como "distribuidor" da varejista.

"Esta falcatrua contra o serviço postal tem de parar -- a Amazon tem que pagar os custos reais (e impostos) agora!", tuitou Trump no sábado.

 Trump afirma que o Serviço Postal dos EUA perde dinheiro fazendo entregas para a Amazon (Foto: Getty Images)  Trump afirma que o Serviço Postal dos EUA perde dinheiro fazendo entregas para a Amazon (Foto: Getty Images)

Trump afirma que o Serviço Postal dos EUA perde dinheiro fazendo entregas para a Amazon (Foto: Getty Images)

Alguns se perguntam sobre as consequências desses tuítes e possíveis ações do governo que poderiam dificultar a vida da Amazon.

Suas mensagens parecem afetar o preço das ações da empresa desde a semana passada. Só na segunda-feira, elas sofreram queda de 5,2% em Wall Street, um dia negativo também para outros gigantes da tecnologia.

E muitos duvidam que a principal preocupação do presidente seja com a arrecadação do correio ou em melhorar as receitas fiscais.

"Não há razão para apontar a Amazon como empresa que sonega impostos, isso é uma vingança política desconectada de qualquer fato real", disse Edward Kleinbard, professor de direito da Universidade do Sul da Califórnia e ex-chefe de gabinete do Comitê Conjunto de Impostos do Congresso dos EUA.

'Por poder'

Os ataques de Trump à Amazon estão longe de ser novidade: eles remontam à época em que era candidato republicano à presidência e o jornal Washington Post o criticava em seus editoriais.

Naquele período, o Post já era propriedade de Jeff Bezos, que também é fundador e CEO da Amazon.

Embora as operações do jornal sejam independentes da Amazon, Trump tem juntado ambos em suas críticas desde 2015 e no ano seguinte declarou que Bezos estava preocupado com ele porque achava que o perseguiria por causa de regras antitruste.

"Ele está usando o 'Washington Post' por poder, para que os políticos em Washington não taxem a Amazon como deveriam", disse Trump à Fox News.

 Fundador da Amazon, Bezos, além de ser considerado o homem mais rico do mundo, é dono do The Washington Post, jornal crítico do presidente (Foto: Getty Images)  Fundador da Amazon, Bezos, além de ser considerado o homem mais rico do mundo, é dono do The Washington Post, jornal crítico do presidente (Foto: Getty Images)

Fundador da Amazon, Bezos, além de ser considerado o homem mais rico do mundo, é dono do The Washington Post, jornal crítico do presidente (Foto: Getty Images)

Naquela época, o editor do jornal, Marty Baron, rechaçou as acusações:

"Posso dizer categoricamente que não recebi instruções de Jeff Bezos sobre nossa cobertura da campanha presidencial, ou, aliás, sobre qualquer outra questão", disse ele.

Mas Trump continuou com suas críticas após assumir a presidência e no sábado tuitou que a Amazon usa o "Falso Washington Post" como lobista.

Tanto a Amazon quanto o "Washington Post" evitaram responder ao novo ataque do presidente até a noite de segunda-feira.

Números e cálculos

Embora Trump tenha dito ser "tolice" alegar que o correio ganha dinheiro com a Amazon, é exatamente isso o que os reguladores desse serviço público têm informado.

O correio dos Estados Unidos é deficitário devido a seus custos de seguridade social e à queda no envio de cartas de primeira classe, mas o comércio eletrônico foi fundamental para aumentar sua receita com a entrega de pacotes.

No entanto, um estudo realizado pelo Citigroup concluiu no ano passado que os preços que cobra pela entrega de pacotes estavam abaixo dos preços de mercado.

A Amazon não usa apenas o Serviço Postal para suas entregas -- recorre também a empresas privadas como a FedEx e a UPS.

A gigante do e-commerce recolhe impostos em 45 Estados que o exigem, embora os vendedores que usam sua infraestrutura como terceiros às vezes não o façam.

A polêmica levantada por Trump surge justamente quando a Suprema Corte americana se prepara para analisar se autoriza os Estados a tributarem todas as vendas na internet, revertendo as isenções recebidas por varejistas sem presença física naquele local.

"A Amazon paga impostos em todo o país sobre suas vendas, de acordo com a localização do cliente. Os comerciantes da Amazon [terceiros que usam a plataforma para vender] o fazem ou não, dependendo de como eles veem a lei federal. Essa legislação está completamente desatualizada, o que é culpa do Congresso ", diz Kleinbard.

E ele sustenta que a crítica de Trump "é puramente política".

Paul Rafelson, advogado fiscal e professor de direito da Universidade Pace, de Nova York, disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que concorda que "tem havido uma vantagem competitiva da qual a Amazon se beneficiou".

Mas ele diz que essa vantagem "tem mais a ver com os governos estaduais e locais que permitem isso".

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Daniel Ek, CEO do Spotify, durante evento em Nova York. (Foto: Shannon Stapleton/Reuters) Daniel Ek, CEO do Spotify, durante evento em Nova York. (Foto: Shannon Stapleton/Reuters)

Daniel Ek, CEO do Spotify, durante evento em Nova York. (Foto: Shannon Stapleton/Reuters)

O Spotify parece estar se preparando para uma sessão potencialmente difícil em sua estreia no mercado acionário nesta terça-feira (3), após a forte queda em ações de tecnologia na véspera em Wall Street.

Em uma carta pública divulgada antes do processo de listagem não usual do Spotify na Bolsa de Nova York, o presidente-executivo da empresa, Daniel Ek, alertou funcionários e fãs de que "às vezes nós somos bem-sucedidos, às vezes nós tropeçamos" e disse não ter dúvida "de que haverá altos e baixos".

Apesar disso, em um negociação informal na segunda-feira, a precificação das ações do Spotify pareceu se sustentar, trocando de mãos por cerca de US$ 132 por ação, o que avaliaria a empresa em mais de US$ 23 bilhões.

Em fevereiro, as ações eram avaliadas em cerca de US$ 20 bilhões, com base em transações privadas de ações entre investidores existentes.

"Nada acontece nunca em linha reta -- os últimos 10 anos têm certamente me ensinado isso", escreveu Ek, co-fundador da empresa sueca.

Desde o lançamento de seu serviço de streaming, há uma década, a empresa superou a resistência pesada de grandes gravadoras e importantes artistas para transformar a forma como a indústria gera dinheiro.

O Spotify oferece acesso a vastos arquivos de música em vez de fazer com que os usuários paguem por CDs ou downloads de álbuns ou faixas individuais.

A empresa estruturou sua listagem no mercado para permitir que atuais investidores vendam diretamente ao público enquanto não oferece ações próprias, em um caso inédito sendo acompanhado de perto por outras empresas de tecnologia sem necessidade imediata de levantar recursos.

Ao deixar de contratar bancos de investimento como subscritores ou não manter eventos tradicionais de promoção com investidores institucionais, isso poderia levar a extrema volatilidade de negociação quando a operação formal começar, dizem analistas.

O preço público de abertura será determinado por ordens de compra e venda coletadas pela Bolsa de Nova York de corretores.

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GM Cruise AV (Foto: Divulgação) GM Cruise AV (Foto: Divulgação)

GM Cruise AV (Foto: Divulgação)

A General Motors, dona da Chevrolet, anunciou investimento de US$ 100 milhões para as duas fábricas onde vai produzir carros autônomos a partir do ano que vem, nos Estados Unidos.

Os veículos sairão da unidade de Orion, no estado de Michigan. Mas o teto, onde se localizam boa parte dos radares, câmeras e sensores do veículo, já está sendo montado em Brownstown, também em Michigan, onde são feitas ainda as baterias de carros elétricos da marca.

O primeiro modelo que dispensa motorista a ser feito pela GM será o Chevrolet Cruise AV - não confundir com o Cruze. As primeiras imagens dele foram reveladas em janeiro último e mostraram um carro sem volante e nem pedais.

Cruise AV, carro sem volante ou pedais da GM (Foto: Divulgação) Cruise AV, carro sem volante ou pedais da GM (Foto: Divulgação)

Cruise AV, carro sem volante ou pedais da GM (Foto: Divulgação)

Cruise é o nome da start-up com a qual a GM tem parceria para o desenvolvimento dos autônomos. O carro é baseado no compacto elétrico Bolt, que também é produzido em Orion.

No local já foram montados mais de 200 carros autônomos que a montadora testa nas ruas dos EUA. Quando eles começaram a ser produzidos em série, o primeiro uso será em serviços de transporte, semelhantes ao Uber.

Teto do Chevrolet Cruise AV, primeiro carro autônomo de produção da Chevrolet (Foto: Divulgação) Teto do Chevrolet Cruise AV, primeiro carro autônomo de produção da Chevrolet (Foto: Divulgação)

Teto do Chevrolet Cruise AV, primeiro carro autônomo de produção da Chevrolet (Foto: Divulgação)

Você pegaria uma carona em um carro autônomo?

Você pegaria uma carona em um carro autônomo? Você pegaria uma carona em um carro autônomo?

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Orkut Büyükkökten deixou o Google em 2014 para criar sua nova rede social, a Hello. (Foto: BBC) Orkut Büyükkökten deixou o Google em 2014 para criar sua nova rede social, a Hello. (Foto: BBC)

Orkut Büyükkökten deixou o Google em 2014 para criar sua nova rede social, a Hello. (Foto: BBC)

Vale do Silício, temos um problema. Algumas das principais empresas de internet têm enfrentado transtornos nos últimos meses por causa da disseminação de informações falsas e o mau uso dos dados de seus usuários.

O WhatsApp foi acusado na Índia de ajudar a fomentar uma onda de linchamentos por causa de mentiras compartilhadas pela ferramenta. O Google anunciou mudanças em seus algoritmos para que notícias falsas não tenham mais destaque em suas buscas. E o presidente do Twitter veio a público pedir ajuda para solucionar problemas criados por "abusos, assédio, trolls e a manipulação por robôs e humanos". Mas nenhuma companhia está passando por uma crise tão grave quanto o Facebook.

A rede social perdeu US$ 100 bilhões (R$ 330 bilhões) em valor de mercado desde o início de fevereiro e está sendo investigada pela suposta influência que informações e perfis falsos na rede social tiveram sobre a eleição americana e a votação da saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, com duras críticas pela forma como os dados de milhões de usuários foram coletados e usados pela consultoria política Cambridge Analytica.

Diante da dimensão que a crise das campanhas de desinformação vem tomando, Orkut Büyükkökten, criador de uma das redes sociais de maior sucesso, defende que "perfis e notícias falsas deveriam ser banidos". "Estamos chegando a um ponto em que não acreditamos em mais nada do que lemos", diz o engenheiro turco em entrevista à BBC Brasil.

"Na vida real, se você descobre que seu amigo mente o tempo todo, você vai querer continuar com essa amizade? Se você sabe que seu namorado está te traindo, você vai terminar o relacionamento. O mesmo vale para a internet. Não deveria ser permitido que alguém publique conteúdo falso e minta constantemente."

'Estamos criando uma geração infeliz'

Ele fala com a propriedade de quem criou o site que apresentou aos brasileiros o conceito de rede social. Nos dez anos em que o Orkut ficou no ar (2004 a 2014), o site chegou a ter 300 milhões de usuários em todo o mundo, grande parte deles no Brasil e na Índia.

Logo do Facebook impresso em 3D. (Foto: Dado Ruvic/Reuters) Logo do Facebook impresso em 3D. (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

Logo do Facebook impresso em 3D. (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

Desde 2016, ele está à frente de uma nova empreitada, a rede social Hello, que ele diz ser uma "continuação da jornada" que teve início com o Orkut. O empresário avalia que sua primeira rede social acabou não resistindo a mudanças neste mercado.

"Ela foi a primeira experiência social de muita gente, mas o acesso antes era principalmente pelo computador e, hoje, as novas gerações são multitarefa e fazem tudo pelo celular. O Orkut não foi ao encontro dessas necessidades", diz.

Ele acredita estar fazendo isso com a Hello, que existe somente como um aplicativo por celular. Nestes dois anos, está disponível em 12 países, foi baixado mais de 1 milhão de vezes no mundo e tem a maioria dos seus usuários no Brasil - a empresa não divulga o número total.

Além disso, o empresário crê que sua nova rede social, ao reunir os usuários em torno de interesses e comunidades sobre assuntos em comum, está criando um ambiente mais positivo. "As redes sociais estão sendo mal usadas e não é só na política", diz.

"Estamos criando uma geração infeliz e insegura, que tem problemas de imagem corporal, depressão, ansiedade. O bullying e o assédio online estão levando pessoas ao suicídio."

Equilíbrio

Quanto à disseminação de informações falsas, Orkut defende que as redes sociais devem se esforçar mais para checar fatos e priorizar fontes de informação "de peso". Para isso, devem buscar um meio termo entre a tecnologia e os esforços humanos.

"Antes, confiávamos nos jornais e revistas, porque eles faziam pesquisas antes de publicar alguma coisa. Mas checar fatos leva tempo", diz Orkut, que conta usar Facebook, Instagram, WhatsApp e outras redes sociais para ver o que falta nestes serviços e descobrir como tornar o seu melhor.

"Hoje, as notícias acontecem tão rápido que o que a decisão sobre o que é exibido para os usuários de rede social é feita de forma automatizada, com base em algoritmos e inteligência artificial. Não há pessoas de verdade checando, e isso faz com que o público seja exposto a notícias falsas. É preciso um equilíbrio."

Ele acredita que a Hello ajuda a lidar com essa questão com um sistema de reputação acumulada pelo usuário com base nas interações positivas e negativas com os outros membros da rede social.

Orkut explica ainda que o site tem funcionários para moderar conteúdo. Todos os posts são públicos, e os líderes das comunidades do site podem sinalizar um conteúdo que consideram irrelevante ou falso, o que impediria que ele se espalhasse sem controle.

"Garantir que uma publicação seja vista por pessoas com formações e opiniões diferentes dificulta esse efeito que chamamos de 'câmara de eco'."

Impacto na eleição

Quando questionado sobre o escândalo da Cambridge Analytica, ele diz preferir não comentar especificamente sobre a forma como o Facebook usa os dados de seus usuários. "Empresas têm políticas sobre isso, e, neste caso, essas políticas não foram respeitadas", afirma.

"Mas, se informações assim são repassadas a um terceiro, é de se esperar que quem as compartilha tenha a obrigação moral de monitorar e garantir que elas sejam usadas da forma correta. Uma boa solução seria impedir que empresas compartilhem dados sem o consentimento explícito do usuário."

Escritórios da Cambridge Analytica, no centro de Londres, em imagem de arquivo (Foto: Kirsty O'Connor/PA via AP) Escritórios da Cambridge Analytica, no centro de Londres, em imagem de arquivo (Foto: Kirsty O'Connor/PA via AP)

Escritórios da Cambridge Analytica, no centro de Londres, em imagem de arquivo (Foto: Kirsty O'Connor/PA via AP)

Orkut explica que sua rede social não usa algoritmos para monitorar e identificar os hábitos e preferências de seus usuários. "Pedimos diretamente que os usuários nos digam quais são seus interesses."

Ele esclarece também que a Hello não compartilha informações com outras companhias, explicando que elas são analisadas somente pela própria empresa, para criar anúncios e experiências melhores no site.

"As redes sociais fazem, em geral, um bom trabalho ao lidar com os dados que são realmente os mais sensíveis, mas é importante ser transparente sobre como isso é coletado e usado. A questão surge quando o usuário não sabe que seus dados estão sendo compartilhados", afirma Orkut.

"Ao mesmo tempo, o usuário deve tomar uma decisão sobre o que compartilhar e tomar alguns cuidados. Na vida real, a confiança entre as pessoas é uma coisa que é conquistada, mas tendemos a confiar de partida em redes sociais e aplicativos, e isso cria problemas no longo prazo."

Ele defende que as pessoas gostam de conteúdo personalizado criado a partir destes dados e que elas podem se beneficiar de uma propaganda que as ajude com seus hábitos, decisões de compra e planos, mas diz que, se um anúncio é feito para mudar visões políticas ou afetar uma eleição, "um limite foi ultrapassado".

"Com certeza as redes sociais têm poder para impactar uma eleição, mas não podemos dizer cientificamente se já conseguiram mudar seu rumo. Não é porque vê o anúncio sobre um político que você vai votar nele", afirma.

"Não é garantido que vá afetar o resultado, mas com certeza as redes sociais terão influência sobre a eleição neste ano no Brasil."

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Donos de aparelhos feitos pela Apple poderão fazer compras no Brasil sem tirar o cartão de crédito da carteira a partir desta quarta-feira (4). A empresa lança no Brasil o Apple Pay, seu sistema de pagamentos móveis, em uma parceria com o banco Itaú, que terá exclusividade no serviço por 90 dias.

A chegada da plataforma ao país marca sua expansão para a América Latina — o Brasil é o 21º país a receber o Apple Pay —, mas também o ingresso tardio de Apple e Itaú no segmento de pagamentos com dispositivos móveis, como smartphones.

Isso porque o Apple Pay debuta no Brasil quase dois anos após a chegada ao país de serviços de seus principais rivais para lidar com o dinheiro dos usuários, já que Samsung Pay estreou em julho de 2016, ao passo que Android Pay começou a ser liberado em novembro de 2017 — a diferença entre eles é que o primeiro funciona só nos celulares da empresa sul-coreana e o segundo roda em todos aqueles que possuem o sistema operacional do Google a partir da versão 4.4.

O Itaú, por sua vez, é o último dos grandes bancos a aderir a uma plataforma de pagamentos móveis. Seus concorrentes Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica e Santander já operam com Samsung Pay ou Android Pay.

Como funciona

O Apple Pay pode ser usado para pagar contas tanto em lojas físicas quanto em lojas digitais ou mesmo em aplicativos.

Antes de sair às compras, é preciso cadastrar um cartão válido —no primeiro momento, serão aceitos apenas os de crédito emitidos pelo Itaú. O registro vai gerar um número de conta único. Esse código secreto, após ser criptografado, será enviado em uma compra para que a bandeira de cartão identifique o cliente.

Segurança e privacidade

Mesmo que o usuário tenha apenas um cartão, ele terá de cadastrá-lo em cada um dos aparelhos com que pretender fazer transações. Cada um dos dispositivos ganhará um número diferente de conta, o que, segundo a Apple, garante a segurança das transações.

Já a privacidade é assegurada, diz a empresa, porque os dados da compra (loja, produto, valor gasto etc) ficam mantidos no aparelho, em um ambiente a que ela não tem acesso.

Como fazer o pagamento

Para efetuar o pagamento no ponto de venda, bastará encostar o iPhone (a partir do 6), Apple Watch ou iPad em terminais equipados com a tecnologia NFC —eles serão sinalizados com adesivos.

Para certificar a negociação, em vez de inserir a senha do cartão, o consumidor só precisará usar a impressão digital como se fosse destravar o celular, no caso de iPhones e iPads, ou ainda fazer a autenticação com o reconhecimento facial, no caso do iPhone X.

Se o aparelho escolhido for o relógio inteligente, bastará clicar duas vezes no botão lateral e aproximá-lo da maquininha de pagamento. Segundo a Apple, 80% dos donos de um Apple Watch já o usam para fazer pagamentos.

Peso do negócio

Apesar de ter sido criado há três anos, o Apple Pay faz parte da área de negócios que já é a segunda que mais leva dinheiro para a Apple. Englobando ainda os conteúdos digitais, como o AppleCare, essa divisão faturou US$ 8,471 bilhões no trimestre encerrado em dezembro de 2017 e desbancou o segmento de computadores, da qual as estrelas são os Macs.

No Brasil, o Apple Pay poderá ser usado inicialmente por 1,2 milhão de pessoas. Essa é a quantidade de clientes que acessam o Itaú por meio de um iPhone 6 ou superior, dentre todos os quase 12 milhões correntistas que usam o app do banco.

“A gente vê uma evolução constante na área de pagamentos digitais e nesse contexto o Apple Pay é um passo importante”, diz Marcelo Kopel, diretor executivo da área de cartões do Itaú, acrescentando se tratar “do início da jornada” da instituição em meio a essas ferramentas digitais.

Para Kopel, ainda que a Apple tenha chegado alguns meses atrasada ao baile, ainda há chance de brilhar. “Em termos de uso, o Apple Pay é o maior. Tem 80 milhões de usuários [no mundo].”

“A gente vê que, com que a chegada dessa tecnologia, isso [pagamento móvel] tende a se acelerar no Brasil.”

A maioria das lojas já está pronta para aceitar pagamentos sem contato. Nas contas dos fabricantes, 80% dos terminais de lojas físicas já possuem NFC. Entre as empresas que já aceitarão o Apple Pay estão FNAC, Pão de Açúcar e Casa do Pão de Queijo. Entre lojas digitais e aplicativos, os exemplos são iFood e Hotel Urbano.

Taxa

Em alguns dos 20 mercados em que o Apple Pay já funciona, a Apple cobra uma taxa sobre o valor da transação. Segundo Kopel, do Itaú, a negociação entre as empresas para o Brasil não prevê isso. O cliente não pagará nada e o varejista custeará as taxas de uma transação como qualquer outra feita com cartão de crédito.

Tanto Apple quanto Itaú deixam claro que a chegada do serviço ao Brasil ocorre agora, após concorrentes já terem estreado, devido a ajustes no acordo de parceria.

"A jornada digital não tem começo, meio e fim", diz Kopel. “Em algumas delas, você sai na frente; em outras, prefere esperar para ver se é mais adequada à sua base de clientes."

VALE ESTE_Tabela compara Android Pay e Samsung Pay, soluções de pagamento do Google e da Samsung (Foto: Arte G1) VALE ESTE_Tabela compara Android Pay e Samsung Pay, soluções de pagamento do Google e da Samsung (Foto: Arte G1)

VALE ESTE_Tabela compara Android Pay e Samsung Pay, soluções de pagamento do Google e da Samsung (Foto: Arte G1)

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Entre as justificativas dadas para abrir uma “guerra comercial” contra a China, o governo dos Estados Unidos acusou o país asiático de conduzir ou incentivar uma onda de invasões à rede de computadores de empresas norte-americanas ou que operem no país.

A administração de Donald Trump lista ataques cibernéticos a nove companhias, nos quais houve envolvimento direto de oficiais do Exército de Libertação Popular (PLA) e com um único objetivo: roubar segredos industriais para desenvolver setores que a China considera prioritários.

Donald Trump assinou memorando contra China (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst) Donald Trump assinou memorando contra China (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

Donald Trump assinou memorando contra China (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

Essa avaliação consta em relatório da USTR, agência que representa a política comercial dos EUA. Com base nele Trump decidiu impor restrições à China, entre elas taxas a produtos importados do país que podem chegar a US$ 60 bilhões. A lista de produtos será apresentada nesta semana.

Em contrapartida, a China anunciou que vai tributar 128 produtos dos EUA, em mais um episódio que elevou os temores sobre uma guerra comercial mundial com China e EUA como protagonistas.

Ataques de hackers

Mas quais os argumentos dos EUA para começar essa briga? O suposto ataque de hackers chineses é uma das questões que motivaram os EUA a acusar a China de roubo de propriedade intelectual, de acordo com o relatório da USTR com base em informações levantadas desde o início da investigação, em agosto de 2017.

Para o governo dos Estados Unidos, a ação de hackers está alinhada com as políticas de transferência de propriedade intelectual usadas pelo governo da China como uma estratégia para liderar em tecnologias avançadas. A intenção estão, diz a Casa Branca, detalhadas no plano industrial "Made in China 2025".

"Como a economia global aumentou sua dependência de sistemas de informação nos últimos anos, os roubos cibernéticos se tornaram um dos métodos preferidos da China para coletar informação comercial por causa de suas vantagens logísticas e de suas negações plausíveis", afirmou a USTR.

Segundo os EUA, há um canal oficial em que empresas estatais podem solicitar informações ao governo chinês de mercado sobre determinado setor ou companhia.

“O governo dos EUA tem evidências de que o governo chinês fornece inteligência competitiva, conseguida por meio de intrusões cibernéticas, a empresas chinesas estatais, por meio de um processo que inclui solicitações formais e um ciclo de avaliações, assim como por meio de um mecanismo de troca de informações via sistema de comunicação sigiloso”, afirma a USTR.

Quando confrontado com as informações coletadas pela USTR, o governo da China negou as acusações. "Os EUA não forneceram evidências de que esses atos foram feitos pela China, e a China é também alvo de ciberataques e que os dois países devem trabalhar juntos para tratar das questões de cibersegurança”, rebateu o governo Chinês.

Exército de hackers

Para mensurar a extensão da atuação chinesa, a agência cita dados de firmas de cibersegurança que rastreiam a atividade de hackers. Uma delas é a Mandiant. Em 2013, a companhia que investiga invasões a grandes empresas publicou um relatório que listava mais de 3 mil indicativos ligando o roubo de centenas de terabytes de informações ao Exército de Libertação Popular (PLA). Mais precisamente à Unidade 61398, área das Forças Armadas chinesas que há anos é apontada como um celeiro de especialistas em burlar barreiras de segurança digital.

Soldados do Exército Popular de Libertação (PLA, na sigla em inglês) participam de uma sessão de treinamento com facas em uma base militar em Heihe, na província de Heilongjiang, na China (Foto: China Daily/Reuters) Soldados do Exército Popular de Libertação (PLA, na sigla em inglês) participam de uma sessão de treinamento com facas em uma base militar em Heihe, na província de Heilongjiang, na China (Foto: China Daily/Reuters)

Soldados do Exército Popular de Libertação (PLA, na sigla em inglês) participam de uma sessão de treinamento com facas em uma base militar em Heihe, na província de Heilongjiang, na China (Foto: China Daily/Reuters)

A unidade foi responsável, diz a Mandiant, por roubar 141 organizações -- 115 das quais norte-americanas, pertencentes a 20 grandes setores econômicos, todos eles identificados pela China como prioritários em seu plano industrial para serem desenvolvidos, como: tecnologia da informação, aeroespacial, satélites e telecomunicações, eletrônica de alta tecnologia e serviço financeiro.

As informações que os chineses pretendiam obter, segundo o relatório americano, eram sobre:

  • desenvolvimento e uso de produtos, como resultados de teste, design de sistemas, manuais de produtos e tecnologias simuladas;
  • procedimentos de fabricação, como processos proprietários e gerenciamento de gastos;
  • planos de negócios, como posições de negociação de contratos, preços de produtos, dados sobre joint ventures e aquisições;
  • análises de posições sobre políticas, como minutas sobre encontros;
  • e-mails de funcionários de alto escalão;
  • login e senha de usuários e informação sobre a arquitetura de rede.

Em 2015, EUA e China estabeleceram um acordo para não “conduzir ou apoiar roubos cibernéticos de propriedade intelectual, incluindo segredos comerciais ou qualquer outra informação corporativa confidencial, com a intenção de fornecer vantagens competitivas a companhias ou a setores comerciais”.

Companhias invadidas

A USTR lembra que invasões a empresas norte-americanas já foram parar nos tribunais. O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ, na sigla em inglês) abriu dois processos contra chineses.

A primeira ação judicial, de 2014, acusou cinco oficiais do exército chinês de promover invasões a seis empresas norte-americanas: Westinghouse, SolarWorld, US Steel, ATI, Alcoa e USW. Já a segunda, de 2017, colocou no banco dos réus três chineses, que trabalhavam na Boyusec, que, segundo firmas de segurança, tem ligações ao governo da China. Eles são acusados de invadir os sistemas de Moody’s Analytics, Siemens AG e Trimble.

Segundo os EUA, os ataques foram conduzidos quando as empresas estavam envolvidas em negociações ou mesmo em processos que envolviam os interesses chineses. Veja abaixo seis das ações:

  • SolarWorld

Após a empresa de energia solar abrir um processo administrativo junto ao governo dos EUA contra uma importadora de painéis solares da China em 2012, informações sensíveis foram roubadas de seus sistemas, segundo o DoJ. Foram 13 invasões para extrair dados como fluxo de caixa mantido pelo diretor financeiro, custo de produção e comunicação entre a empresa e seus advogados. Alguns dos e-mails de empregados foram vazados em maio de 2012, duas semanas após o Departamento de Comércio anunciar uma medida preliminar contra produtores chineses de células solares, acusados pela SolarWorld de práticas anticompetitivas.

“Na nossa visão, a atividade de hackers chineses e o roubo de dados é disseminado e encorajado pelo governo da China”, informou a companhia à USTR.

  • US Steel

A gigante do aço foi alvo de hackers chineses pelo menos duas vezes, diz o DoJ. No primeiro ataque, em 2010, o exército chinês usou o velho golpe do phishing, mensagens que simulam comunicados ou promoções: enviou a funcionários e-mails infectados com programas maliciosos capazes de dar acesso à rede interna da US Steel aos atacantes. Isso ocorreu quando a empresa solicitou investigações contra produtores de produtos de aço da China, como o Baosteel Group, empresa controlada pelo estado chinês. Já O segundo ataque roubou segredos comerciais sobre o desenvolvimento de um tipo de aço leve e altamente resistente.

  • ATI Technologies

Quando a multinacional de eletrônica negociava em 2012 uma joint venture com a Baosteel, o exército chinês roubou login e senhas de milhares de funcionários da empresa, diz o DoJ. A invasão ocorreu na véspera de uma visita dos executivos da ATI a Xangai, onde discutirão a formação da nova empresa com os representantes da estatal chinesa.

  • USW

Para o DoJ, a companhia de aço norte-americana foi invadida duas vezes. Na primeira, hackers chineses roubaram em 2010 e-mails do presidente internacional da companhia e de outros cinco executivos de alto-escalão da USW, que estavam envolvidos em uma estratégia para pressionar o governo dos EUA a proteger a indústria automobilística nacional contra o avanço de chineses. Já em 2012, hackers chineses tiveram acesso com seis meses de antecedência à decisão da USW de não pedir a prorrogação de uma tarifa à importação de pneus.

  • Westinghouse

Entre maio de 2010 e janeiro de 2011, a empresa de energia sofreu quatro ciberataques, nos quais foram roubados 1,4 GB de dados, o equivalente a 700 mil páginas e-mails e anexos roubados dos computadores de funcionários. Isso incluía segredos comerciais, especificações técnicas, logins e senhas.

As invasões começaram quando a Westinghouse construía uma usina elétrica na China. Para atender a legislação do país, negociava ainda uma transferência de tecnologia para a estatal Companhia de Tecnologia de Energia Nuclear do Estado (SNPTC). Os hackers roubaram informações sobre configurações técnicas da planta, com as quais outra empresa poderia assumir as obras sem ter que gastar dinheiro com pesquisa.

  • Alcoa

Após a Alcoa anunciar em fevereiro de 2008 que faria uma parceria com a estatal chinesa Chinalco para comprar uma mineradora estrangeira, hackers do exército chinês obtiveram 3 mil e-mails da companhia americana de alumínio. Entre eles, havia comentários de altos executivos sobre o negócio.

Inteligência competitiva

Os Estados Unidos admitem que é complicado avaliar o impacto total da ação chinesa sobre suas companhias, devido à dificuldade para identificar um ataque cibernético em curso. Um estudo citado pela USTR aponta que as empresas demoram, em média, 191 dias para se dar conta de que sofreram um vazamento de informação e outros 66 dias para contê-lo.

Localizar uma invasão exige gastar dinheiro com “atividades de investigação forense, serviços de auditoria e times de gerenciamento de risco”, diz a USTR. Os custos não acabam uma vez que a brecha foi fechada.

A SolarWorld informou ao USTR que investiu por oito anos US$ 60 milhões na criação de um novo painel solar capaz de absorver de forma mais eficiente a luz do sol para transformá-la em energia elétrica. O presidente-executivo da filial americana, Jürgen Stein, diz que hackers chineses invadiram a empresa justamente quando a tecnologia começava a ser produzida em massa. Dois anos depois, duas chinesas apresentaram suas próprias versões da inovação.

“Armadas com nossos dados proprietários e nossas informações de custo, nossas concorrentes chinesas surgiram da noite para o dia com a tecnologia que nós criamos e com informação econômica que injustamente ampliava a posição deles em negociações de preço”, afirmou Stein.

Segundo estudo citado pela agência, o impacto da ação de hackers tem efeitos ainda sobre a economia do país: custa 200 mil empregos por ano aos EUA.

“O cibercrime é uma taxa à inovação e reduz o passo da inovação global ao reduzir o índice de retorno para inovadores e investidores”, apontou uma pesquisa em conjunto por McAfee e Centro para Estudos Estratégicos Internacionais.

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O executivo fundador do grupo Alibaba, Jack Ma, fala diante de plateia no festival global de compras 'Single's Day 11/11' em Shenzhen, na China (Foto: Bobby Yip/Reuters) O executivo fundador do grupo Alibaba, Jack Ma, fala diante de plateia no festival global de compras 'Single's Day 11/11' em Shenzhen, na China (Foto: Bobby Yip/Reuters)

O executivo fundador do grupo Alibaba, Jack Ma, fala diante de plateia no festival global de compras 'Single's Day 11/11' em Shenzhen, na China (Foto: Bobby Yip/Reuters)

O gigante chinês de comércio eletrônico Alibaba disse nesta segunda-feira (2) que vai comprar as ações remanescentes do aplicativo Ele.me, plataforma importante no mercado de entrega de alimentos da China, na disputa com a Tencent por serviços para consumidores fora da internet.

O Alibaba e sua subsidiária Ant Small & Micro Financial Services atualmente detêm cerca de 43% do Ele.me, e o último acordo avaliou a startup em US$ 9,5 bilhões, disse o Alibaba em comunicado.

Ele.me, numa tradução livre significa "com fome?", faz parte do competitivo e de rápido crescimento mercado de e-commerce da China, impulsionado por consumidores para usar smartphones para comprar desde mantimentos a ingressos de cinema.

Em agosto, a Ele.me comprou importante braço de entrega do Baidu. Para o Alibaba, a mais recente aquisição amplia o império de entrega de alimentos da empresa de e-commerce, que também inclui a plataforma de entregas Koubei, enquanto compete com a Meituan Dianping, apoiada pela Tencent.

A Alibaba e a Meituan estão investindo pesado em serviços offline, incluindo entregas, pagamentos móveis e lojas sem vendedores, para explorar um público mais amplo, já que o comércio online da China mostra sinais de desaceleração.

A Ele.me continuará operando sob sua própria marca após a aquisição, disse o Alibaba, mas combinará algumas funcionalidades com o Koubei.

Como parte do acordo, o Alibaba deslocará o vice-presidente do Alibaba, Wang Lei, como executivo-chefe da Ele.me, enquanto o atual presidente-executivo e fundador da Ele.me se tornará presidente e atuará como consultor especial do Alibaba em novas estratégias de varejo.

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